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Selma Egrei descobre o sucesso em ‘Velho Chico’

Veterana do teatro e do cinema, a atriz paulistana ganha popularidade como a centenária Dona Encarnação da novela da Globo

Por Dirceu Alves Jr. 21 Maio 2016, 00h00 • Atualizado em 1 jun 2017, 16h10
SELMA EGREI
SELMA EGREI ( Leo Martins/)
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  • Na contramão dos bisturis e tratamentos estéticos, a atriz paulistana Selma Egrei, de 67 anos, viu seu talento e as marcas naturais de expressão valorizados pela TV. A profissional formada pela Escola de Arte Dramática (EAD), experiente nos palcos e no cinema, sempre foi bissexta no vídeo e só ganhou papéis de destaque nos últimos tempos. Entre 2012 e 2014, interpretou a psicóloga Dora no seriado Sessão de Terapia, do canal GNT, e emplacou na sequência a série Felizes para Sempre? e a novela Sete Vidas, exibidas em 2015 pela Rede Globo.

    A coroação dessa boa fase se dá com Velho Chico, trama da emissora carioca do horário das 9. Sua escalação para o folhetim de Benedito Ruy Barbosa foi defendida com veemência pelo diretor Luiz Fernando Carvalho. Afinal, a megera Dona Encarnação começou a história com pouco mais de 60 anos e ingressou já centenária na segunda fase — e esse despudor tão necessário deixaria pouco à vontade muitas estrelas da casa.

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    Para representar a conservadora mãe do Coronel Afrânio (vivido por Antonio Fagundes, que tem a mesma idade dela), Selma enfrenta quarenta minutos de maquiagem antes das gravações. Logo ela, que dispensa o mais discreto dos batons em sua rotina. A dedicação tem valido a pena. As constantes cenas em que humilha a atenciosa nora Iolanda (papel de Christiane Torloni) chamam a atenção do público, que, pela primeira vez em tais proporções, a aborda nas ruas, e lhe garantem elogios de seu satisfeito diretor. “Selma é uma profissional que me oferece uma leitura sensível e poética da personagem, em que a vaidade e o ego não têm vez”, diz Carvalho.

    O desapego à imagem contrasta com a estrela de mais de quarenta filmes, a maioria pornochanchadas realizadas na Boca do Lixo nas décadas de 70 e 80. As sequências de nudez ficaram na memória dos espectadores masculinos e alimentaram o preconceito em torno do seu talento dramático. “Grande parte desses longas era porcaria e não me rendeu quase nada de dinheiro”, reclama. “Dessa fase, destaco aqueles em que fui dirigida por Walter Hugo Khouri, como O Anjo da Noite e O Desejo”, completa.

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    Seu porte europeu vem dos avós italianos e portugueses. Selma nasceu no Ipiranga, foi criada na Mooca e mora há quarenta anos no Butantã com o marido, um ex-fotógrafo e administrador de empresas,  além de“dono de casa”, como a mulher o define, bem-humorada. Sem filhos, eles compartilham a paixão pelos animais. Cinco cachorros e 23 gatos circulam pela casa, e a atriz está sempre disposta a recolher uma nova mascote pelas ruas. “Minha vida é pé no chão, com tarefas iguais às de qualquer mulher”, afirma. “Por isso, eu não teria talento para interpretar uma dondoca com um copo de uísque na mão. Recorreria a tanta composição, que soaria falsa diante do público.” 

    Selma Egrei
    Selma Egrei ()
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