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Professora cria associação para ajudar jovens vítimas de abuso e abandono

Marcia Dias é a presidente da Associação Beneficente Santa Fé, que já cuidou de mais de 1 000 pessoas   

Por Meriane Morselli 19 jun 2014, 22h00 | Atualizado em 4 set 2025, 16h02
  • Histórias de abuso, abandono, maus-tratos e vícios marcam um grupo de crianças e adolescentesque vivem em um casarão na Rua Visconde de Irajá, na Vila Mariana. A residência da Associação Beneficente Santa Fé abriga 22 garotas na faixa de 12 a 19 anos — grávidas ou mães recentes, com os respectivos filhos— que estiveram submetidas a episódios de violência. Instaladas ali, as jovens têm a liberdade de sair para trabalhar, estudar e reconstruir a vida, enquanto seus bebês recebem os cuidadosde funcionários. Em contrapartida,as meninas devem colaborar com a limpeza, a arrumação do ambiente e o preparo das cinco refeições diárias.

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    A história da iniciativa começouem 1993, quando a professora Marcia Dias se juntou a alguns amigos e passou a promover atividades culturais com moradores de rua em uma tenda na Praça da Sé. “Eles não queriam sair de lá, e fomos batalhando até conseguir um lugar fixo”, diz ela, hoje presidente da instituição. A Santa Fé possui mais dois endereços no bairro: um funciona como sede e oferece oficinas, a exemplo de teatro e costura, e o outro recebe 22 meninos e meninas de zero a 18 anos que vivem afastados da família. Todos chegam por indicação do conselho tutelar e de varas da infância.

    A estrutura, com 62 funcionários,é mantida com orçamento mensal de 250 000 reais, por meio de um convênio com a prefeitura e de doações. Hoje atende 250 pessoas — além dos que residem nas duas casas, há os que frequentam cursos. Em 21 anos, foram cerca de 1 000 beneficiados. Entre os auxiliados pelo projeto está uma garota que chegou grávida dos 10 para os11 anos, vítima de abuso. Hoje, aos14, ela conseguiu se reestruturar para criar o filho, foi reintegrada à família e segue os estudos. “São muitos os casosde sucesso, desde os que estão fazendo faculdade até aqueles que deixaram as drogas”, comemora Marcia. “Damos uma base a eles para que superem o trauma e retomem sua vida.

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