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Polícia investiga se Henry Maksoud foi assassinado

Funcionárias de mulher do empresário disseram que ela dopava e agredia o marido

Por João Batista Jr. 13 Maio 2014, 21h37 | Atualizado em 5 dez 2016, 14h27

Depois de denúncias de maus-tratos, dopagem por remédios e agressões, a morte do empresário Henry Maksoud na tarde do último dia 17 de abril virou caso de polícia. O Ministério Público de São Paulo encaminhou ao Departamento de Homicídios de Proteção à Pessoa (DHPP) uma representação de notícia-crime.

+ Filhos vão pedir a exumação do corpo de Henry Maksoud

Isso significa que, a partir de agora, o caso é investigado como tentativa de homicídio. “Henry sofria de câncer e de Alzheimer. No entanto o estado em que estava submetido proporcionou um apressamento de sua morte. E isso configura homicídio”, diz o advogado criminalista Carlos Eduardo Athayde Bueno, contratado por Roberto e Cláudio Maksoud, filhos de Henry.

Eles creditam a morte aos supostos maus-tratos da mulher do empresário, a manicure Georgina Célia (eles se conheceram quando ela fazia suas unhas).

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Duas funcionárias de Georgina afirmaram, em depoimento, que a manicure medicava o marido com Rivotril – tranquilizante tarja preta -, além de desferir agressões físicas.

Os filhos entraram com o pedido de exumação do corpo, que deve ocorrer nos próximos dias. Georgina Célia tem como aliado Henry Maksoud Neto, filho de Roberto (pai e filho são brigados).

O advogado de Henry Neto e Georgina apresentou um documento segundo o qual o patriarca da família teria deixado 60% do patrimônio ao neto e 40% à Georgina. Os filhos de Maksoud contestam. Henry Maksoud deixou uma fortuna estimada em 500 milhões de reais.

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