Avatar do usuário logado
Usuário

Menores infratores opinam sobre redução da maioridade penal

Famílias de vítimas são a favor da medida no caso de crimes graves, como o assassinato de Victor Hugo Deppman

Por Inara Chayamiti 15 Maio 2013, 15h34 • Atualizado em 5 dez 2016, 16h00
  • Há mais de um mês, o estudante Victor Hugo Deppman foi assassinado no portão de sua casa por um adolescente que completou 18 anos três dias após o crime. Há quase dez anos, o vereador Ari Friedenbach perdeu sua filha, que foi vítima fatal de um crime cruel liderado por um menor de idade.

    Diante das perdas, as famílias defendem a redução da maioridade penal no caso de crimes graves, como latrocínio, homicídio, estupro e sequestro. Dessa forma, ele não seria julgado pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e sim, pelo Código Penal, podendo ser encaminhado ao sistema penitenciário.

    “Se considerarmos apenas os crimes hediondos, o número de jovens internos por esses crimes não chega a 200 menores”, ressalta a presidente da Fundação CASA, Berenice Maria Gianella. Como a instituição atende hoje 9.112 adolescentes, esse número representaria cerca de 2% do total.

    Para os internos entrevistados pela VEJASAOPAULO.COM, a ida para um presídio causaria mais revolta nos jovens. “Não tenho nenhuma revolta daqui de dentro, só me ajudou”, afirma Rodrigo*, de 17 anos, detido por tráfico de drogas.

    De acordo com o último boletim estatístico da Fundação CASA, dentre os atos infracionais, o mais comum é o tráfico de drogas (40,94%), seguido por roubo qualificado (39,41%), roubo simples (5,14%) e furto (1,88%).

    Continua após a publicidade

    “A redução da maioridade penal seria um retrocesso na área de direitos humanos, um ato de vingança social que não resolveria nada”, opina o professor doutor da USP e ex-interno da Febem Roberto da Silva.

    Para o promotor de Justiça Criminal, Marcelo Luiz Barone, “a Fundação CASA não está resolvendo”. Segundo ele, 80% dos maiores que cometem crimes passaram pela instituição. Porém, a taxa de reincidência caiu de 29%, em 2006, para 13,5% neste ano.

    *O nome do adolescente foi trocado para preservar sua identidade.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.
    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas
    Impressa + Digital no App
    Impressa + Digital
    Impressa + Digital no App

    Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

    Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
    *Assinantes da cidade do SP

    A partir de 29,90/mês