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Luciana Gimenez fez ajustes na biografia de Mick Jagger

Para evitar processos, equipe da Editora Objetiva procurou a apresentadora para revisar suas menções na obra

Por Ana Carolina Soares
10 nov 2014, 18h25 • Atualizado em 5 dez 2016, 13h50
  • A tradução em português da biografia Mick – A Vida Selvagem e o Gênio Louco de Jagger, do escritor americano Christopher Andersen, sobre o icônico vocalista dos Rolling Stones, deverá chegar às livrarias em janeiro com trechos diferentes em relação à versão original, lançada nos Estados Unidos em 2012.

    Há alguns meses, a equipe da Editora Objetiva procurou Luciana Gimenez, mãe de Lucas, filho caçula do cantor Mick Jagger, para avaliar os 55 trechos em que ela é mencionada na obra. A apresentadora teria lido, não gostado e devolvido o arquivo com várias observações. Segundo pessoas próximas envolvidas no processo, foi um acordo cordial sem o envolvimento de advogados e a Objetiva pretende lançar no Brasil essa versão revisada por ela.

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    “A editora decidiu transmitir ao autor as restrições dos representantes de Luciana Gimenez sobre os trechos do livro nos quais ela é citada”, afirma a assessoria de imprensa da Objetiva, em nota.

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    Essa precaução surgiu depois que advogados da apresentadora exigiram e conseguiram retratações de declarações do autor e de matérias sobre o livro publicadas pelo jornal Daily Mail, além dos cuidados com os precedentes referentes à interdição de biografias no Brasil.

    “Se houver alteração no texto original, será unicamente por esta razão e com a concordância do autor. Independentemente deste processo, o texto final do livro não será submetido à aprovação de terceiros”, completa a nota.

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    Um exemplo de uma das supostas edições da apresentadora estaria incluso no capítulo em que o autor diz que Lucas Jagger teria sido gerado na mesma noite em que Luciana e Mick se conheceram, numa festa na casa do empresário Olavo Monteiro de Carvalho, no Rio de Janeiro, em abril de 1998.

    A questão é que o menino nasceu em maio de 1999, ou seja, um ano e um mês após o primeiro encontro. Em outro trecho, Andersen menciona que Luciana parou de tomar anticoncepcionais porque desejava ser mãe e tinha esperança de que Jagger largaria sua esposa na época, a modelo Jerry Hall.

    Essa história foi contada no livro por Lars Albert, que morava com a apresentadora na época, um dos entrevistados de Andersen. Luciana teria ficado perplexa porque nunca pôde usar pílula por motivos de saúde e não era tão amiga assim de Albert a ponto de fazer confidências.

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    Agora, depois de ter “canetado” seus esclarecimentos na biografia de Jagger, ela estaria à espera do lançamento da obra para ver se o acordo foi mesmo cumprido. Só depois disso, vai avaliar as providências. Procurada pela reportagem, a assessoria da apresentadora não quis se pronunciar.

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