Avatar do usuário logado
Usuário

Justiça libera aumento de IPTU de até 35% em São Paulo

O reajuste será válido para imóveis comerciais. Residências pagarão, no máximo, 20% a mais no primeiro ano do reajuste

Por VEJA SÃO PAULO 26 nov 2014, 18h17 | Atualizado em 5 dez 2016, 13h47
protesto contra iptu
protesto contra iptu (Tiago Mazza / Estadao Conteúdo/)
Continua após publicidade

O órgão especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) autorizou, na tarde desta quarta-feira (26), a aplicação da lei que reajusta o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em até 35% na capital de São Paulo.

Gestão Haddad aumentará o IPTU de prédios desocupados no centro

Prefeitura procura patrocinadores para o carnaval de rua

Proposta pelo prefeito Fernando Haddad (PT) e aprovada pela Câmara Municipal em outubro de 2013, a regra estava suspensa pela Justiça, em caráter liminar, desde novembro – de lá para cá, a prefeitura havia perdido todos os recursos que havia apresentado aos órgãos superiores.

Continua após a publicidade

Na sessão desta quarta, o mérito da ação proposta pela Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) e pelo PSDB foi julgado pelos desembargadores. Ficou decidido que a lei poderá ser aplicada imediatamente (com efeito retroativo), mas é provável que isso ocorra somente em 2015, quando forem emitidos os boletos para pagamento do imposto do ano que vem.

O reajuste de 35% será válido para imóveis comerciais. Residências pagarão, no máximo, 20% a mais no primeiro ano do reajuste, que será cobrado de forma escalonada.

De acordo com o índice de valorização, parte dos imóveis terá o valor do imposto reajustado pelos próximos quatro anos – nesse caso, o teto será de 10% para residências e de 15% para comércio nos anos seguintes. O escalonamento atingirá cerca de 1,5 milhão de contribuintes.

Continua após a publicidade

 

Com a liberação da lei, a gestão Haddad espera alcançar uma arrecadação extra de 800 milhões de reais. O prefeito considera o aumento uma forma de se fazer “justiça social” na cidade. Ele diz que os mais pobres vão ter reduções no pagamento do IPTU – as isenções atingirão cerca de 330 000 imóveis -, enquanto os maiores reajustes estão concentrados nas áreas nobres, como nos bairros Jardim Europa, na Zona Sul, e em Higienópolis, na região central.

As suspensões anteriores foram decretadas com base no argumento de que a votação da lei ocorreu de forma irregular e sem publicidade, já que a sessão que aprovou o aumento foi iniciada com outra finalidade e terminou às 23h39. Tanto a Fiesp como o PSDB também alegavam que o reajuste era abusivo, ferindo a capacidade contributiva dos paulistanos.

Continua após a publicidade

VITÓRIA

A vitória obtida no órgão especial do TJ-SP é a segunda do dia para Haddad. Também nesta quarta, a presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto de lei que revê o indexador da dívida que estados e municípios mantêm com o governo federal. A mudança fará com que o saldo da dívida da capital caia 42%, passando de 62 bilhões de reais para 36 bilhões de reais.

A decisão dos desembargadores foi acompanhada pela equipe do prefeito, que o mantiveram informados o tempo todo. Além dos procuradores que fizeram a sustentação oral, o secretário municipal de Negócios Jurídicos, Luis Fernando Massonetto, também estava no plenário.

(Com Estadão Conteúdo)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês