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Invasores do CT do Corinthians são identificados e intimados pela polícia

Jogadores, integrantes da comissão técnica e funcionários do clube também foram convocados para falar sobre a confusão que aconteceu no último sábado (1)

Por Luan Flávio Freires e Marcus Oliveira 4 fev 2014, 17h18 | Atualizado em 5 dez 2016, 15h16
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Imagens das câmeras de segurança do Corinthians ajudaram a Polícia Civil a identificar parte dos mais de 100 integrantes de torcidas organizadas que invadiram o Centro de Treinamentos (CT) Joaquim Grava, na Zona Leste, no último sábado (1). Os torcedores já foram intimados e devem prestar depoimento até esta quarta (5).

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Não foram divulgados ainda os nomes nem quantas pessoas devem prestar depoimento. Além dos invasores, a polícia também já convocou jogadores, integrantes da comissão técnica e funcionários do clube. O caso é investigado pelo 24º Departamento de Polícia (DP).

Na tarde desta terça (4), os jogadores do Corinthians divulgaram uma carta para demonstrar indignação com a invasão do CT. No texto, eles chamam os invasores de “marginais”. Além disso, os atletas apoiam a ideia do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo para paralisar a rodada do próximo final de semana. 

“Estamos fartos com a irracionalidade e com os atos de violência impunes que envolvem inúmeras situações ligadas ao futebol. As cenas grotescas vividas neste último sábado por nós jogadores e por todos os funcionários do SCCP determinam que uma tragédia sem precedentes está prestes a ocorrer no ambiente de trabalho de qualquer clube de futebol profissional no país e nós não seremos coniventes com isso.”

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No dia da invasão, cerca de 100 manifestantes pularam o muro e arrebentaram o alambrado do CT. Segundo relatos, os torcedores queriam chegar até os jogadores Alexandre Pato e Emerson Sheik. O atacante Guerrero e funcionários do clube foram agredidos. Além disso, aparelhos celulares foram roubados e as dependências foram depredadas. 

Os manifestantes cobram mais empenho do grupo. Na carta, os jogadores demonstram insatisfação com os resultados negativos, mas afirmam que estão comprometidos com o clube e com a verdadeira torcida. 

“Admitimos o nosso fracasso dentro de campo nos últimos meses e admitimos um fracasso ainda maior por termos ido a campo no último final de semana quando, na verdade, poderíamos ter dado um basta a essa situação e chamado a atenção de todo o país, das autoridades, dos clubes e dos organizadores dos campeonatos para uma tragédia que há de acontecer se nada for feito para estancar a violência em todos os níveis do futebol.”

A torcida organizada do time com o maior número de membros, a Gaviões da Fiel, também se manifestou nesta terça. Em nota, os dirigentes “lamentam a linha de conduta violenta em que se deu o protesto” e afirmam que “em nenhum momento a diretoria compactuou para que houvesse um protesto com atos de vandalismo”. A organizada aproveitou a carta para alfinetar os jogadores e a comissão. “Quanto ao elenco e a administração atual do Corinthians, é um absurdo que cobrem do torcedor uma paciência complacente. Jogadores de futebol estão sendo tratados como celebridades e não exercem suas funções com a devida responsabilidade. Não estamos cobrando títulos, nem jogadas bonitas, queremos apenas que honrem a camisa”.

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