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Haddad acusa antecessores de recorrerem a ‘pedaladas’

Em encontro com candidatos, o prefeito criticou antecessores e disse que 'só pedala em ciclovias'

Por Estadão Conteúdo
13 set 2016, 20h14 • Atualizado em 27 dez 2016, 15h37
Fernando Haddad
Fernando Haddad (Valter Campanato/ABR)/)
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  • Ao falar sobre as finanças do município, o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Fernando Haddad (PT), acusou nesta terça-feira (13) seus quatro últimos antecessores de, em suas gestões, recorrerem a “pedaladas” para pagamento de precatórios. O petista disse considerar uma contradição o fato de ex-prefeitos que recorreram a este mecanismo terem votado pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, cujo pedido tinha justamente a “pedalada” como uma das justificativas. 

    O recado de Haddad teve como endereço direto a senadora Marta Suplicy, que administrou São Paulo entre os anos de 2001 e 2005, quando era filiada ao PT, e hoje concorre à prefeitura de São Paulo pelo PMDB. Ela votou pelo impeachment. “A Marta pedalou mais de 2 bilhões”, disse Haddad, ao participar de um encontro com candidatos promovido pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). 

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    “É uma contradição”, disse ele, mostrando gráfico em que acusa também os ex-prefeitos Celso Pitta, Gilberto Kassab e José Serra de “pedaladas”. “O único que não pedalou nas finanças mas pedalou nas ciclovias fui eu. Eu só pedalo em ciclovias”, brincou.

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    Em vinte minutos de explanação, Haddad focou se discurso na defesa do saneamento financeiro das contas dos municípios em sua gestão o que, segundo ele, “abre espaço fiscal para investimentos, o que não aconteceu nos últimos 20 anos”. “São Paulo agora tem um plano de voo até 2030. Se bater o vento da atividade econômica São Paulo decola”, disse.

    Em entrevista a jornalistas, Haddad rebateu as afirmações de Marta, feitas pela manhã no mesmo local, de que votaria com os trabalhadores quando chegar ao Congresso a proposta do governo de reforma trabalhista e da Previdência. Segundo o candidato à reeleição, a peemedebista “mudou de lado”.

    “Ela mudou de lado porque está defendendo as propostas do governo Temer que vão todas na contramão dos direitos trabalhistas e sociais”, disse ele, usando a estratégia de colar a imagem de Marta à do governo de Michel Temer. 

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    “Na minha opinião ela entrou numa barca furada. O governo Temer é uma barca furada. Não tem projeto para o Brasil, vai na contramão do que os trabalhadores desejam e vai representar enorme retrocesso em relação ao que vinha sendo construído no Brasil em termos de direitos sociais”, disse.

    Interlagos

    O petista também criticou diretamente o empresário João Doria, afirmando que a proposta do candidato do PSDB de privatizar o autódromo de Interlagos é um “crime ambiental”. “Um dos meus adversários quer vender Interlagos em vez de criar um parque. Interlagos é o coração da Zona Sul”, disse.

    Segundo ele, a reforma que a prefeitura está fazendo no local prepara o espaço para a implantação de um parque. “A opção dele está completamente equivocada do ponto de vista urbanístico e ambiental. Acabar com Interlagos é um crime ambiental.”

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