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Publicitário recolhe doações em moeda para ajudar a AACD

Felipe Ventura calcula ter angariado cerca de 200 000 reais entre familiares, amigos e clientes desde a infância. Só no ano passado foram quase 32 000 reais

Por Aretha Yarak 24 abr 2015, 23h00 | Atualizado em 5 dez 2016, 12h33
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felipe-ventura-paulistano (Fernando Moraes/)
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Aos 8 anos, Felipe Ventura começou a doar suas economias à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). “Decidi entregar minhas moedas pessoalmente no Teleton”, conta. Na ocasião, um sábado chuvoso de 1999, o garoto convenceu os pais a levá-lo à sede do SBT para participar da maratona de arrecadaçãode dinheiro. “Acabei entrando no palco ao vivo para depositar meu cofrinho do Mickey. Foi incrível”, relembra.

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Ele volta anualmente ao programa desde então e, em 2001, aumentou seu envolvimento com a instituição depois de enfrentar um problema de saúde. Durante uma brincadeira com as primas, levou um tombo e deslocou uma das vértebras da coluna. Passou os seis meses seguintes em uma cadeira de rodas, sem saber se voltaria a andar. “Parei de sentir as pernas”, diz. “Todas as situações chatas e embaraçosas pelas quais passei nesse período me deram mais motivação para ajudar a AACD.”

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Hoje, com 24 anos e formado em publicidade, Ventura entrega sua cota pessoal de auxílio reforçada por doações de familiares, amigos e clientes. Calcula ter angariado cerca de 200 000 reais dessa forma desde a infância. Só no ano passado teriam sido quase 32 000 reais, ou 300 quilos de moedas.

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Graças ao empenho do rapaz, a AACD o convidou, em 2004, para comandar o projeto Corrente do Bem. Como voluntário oficial da instituição, ele vai a escolas, universidades e empresas da Grande São Paulo para contar sua própria história e a do hospital. Em 2015, tem visitas agendadas a colégios de cinco estados. Nesses encontros também distribui pequenos cofres, para estimular outros a contribuir.

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Em uma década de atuação no cargo, calcula ter arrecadado cerca de 3,5 milhões de reais. A verba é usada para financiar os atendimentos da AACD via SUS. “Não é preciso muito para mudar o mundo, cabe na realidade de cada pessoa”, afirma Ventura. “Sinto orgulho do que faço, nasci em berço privilegiado e tenho a obrigação de ajudar quem precisa.”

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