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Estudantes fazem protesto na Paulista

Alunos se mobilizam contra reorganização das escolas da rede estadual 

Por Estadão Conteúdo
4 dez 2015, 11h36 • Atualizado em 5 dez 2016, 11h50
protestopaulista3
protestopaulista3 (Reprodução/)
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  • Os manifestantes que faziam um protesto contra a reorganização da rede estadual de ensino em frente ao câmpus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital, saíram em passeata até o cruzamento das Avenidas Faria Lima e Rebouças, onde houve confronto com a Polícia Militar, que usou bombas de gás lacrimogêneo. Em seguida, o grupo foi até a Rua da Consolação e se encontrou com outro protesto até a Avenida Paulista.

    Policiais da Força Tática avançaram sobre os estudantes na altura do cruzamento da avenida com a Rua da Consolação. Os PMS utilizaram bombas de efeito moram para dispersar os manifestantes. 

    O ato na Rua Alvarenga, próximo do portão 1 da Cidade Universitária, começou por volta das 7 horas desta sexta-feira, 4, e durou cerca de uma hora. Os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o fechamento de escolas estaduais. O ato foi acompanhado pela Polícia Militar.

    Reorganização

    Em setembro, o secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, divulgou uma reforma para que as escolas estaduais tenham ciclo único. A medida faz com que 754 unidades ofereçam só os anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), finais (6º ao 9º) ou ensino médio. Com isso, mais de 300 mil alunos serão transferidos e 93 escolas, fechadas.

    O governo tem enfrentando oposição porque não dialogou com as comunidades escolares antes do anúncio do projeto. As Faculdades de Educação da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) já repudiaram os argumentos pedagógicos da proposta. Pesquisadores ligados à Universidade Federal do ABC (UFABC) também apontaram fragilidades no estudo da secretaria que baseou a reforma.

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