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Edson e Adriano Camargo administram escola de surfe para crianças

Projeto Cambaquara já revelou talentos, mas ainda busca patrocinadores

Por Pedro Henrique Tavares 15 ago 2015, 00h00 • Atualizado em 5 dez 2016, 12h10
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escoladesurfadrianocamargo-13 (Davi Ribeiro/)
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  • São Sebastião é a terra do fenômeno Gabriel Medina. Em 2014, ele se tornou o primeiro brasileiro na história a vencer a primeira divisão do circuito mundial de surfe. Muita gente na cidade do Litoral Norte ficou com esperança de que o feito possa impulsionar a prática da modalidade e favorecer o aparecimento de outros talentos locais. O campeão lapidou seu estilo de impressionantes aéreos e outras manobras radicais nas ondas de Maresias, onde nasceu e vive com a família. A 25 quilômetros dali, na Praia de Juqueí, no mesmo município, funciona uma das únicas escolas públicas especializadas no ensino do esporte naquela área.

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    Criado em 2001, o Projeto Cambaquara atende crianças e adolescentes carentes da região. As aulas gratuitas ocorrem diariamente, com quatro horas de duração, aos cuidados de Edson Camargo, um dos responsáveis pela iniciativa. A turma atual possui vinte aprendizes e há cerca de trinta pessoas na fila de espera. Edson toca o negócio de forma voluntária, em parceria com o sobrinho, Adriano Camargo, de 32 anos, surfista profissional que tem no currículo títulos paulistas e brasileiros. “Ele sempre quis mostrar a outrosmeninos que era possível também fazer sucesso”, afirma o tio.

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    Os instrutores se orgulham de alguns pupilos, a exemplo dos primos Arthur e Cauê Camargo, de 15 e 13anos, respectivamente. Eles vêm se destacando em campeonatos juvenis realizados em São Paulo. Os resultados do Cambaquara estão surgindo mesmo em condições financeiras precárias. O projeto consome 25 000 reais de despesas por ano e depende da ajuda de parceiros da região. “Uma fábrica de pranchas e lojas de roupa de lycra costumam nos dar descontos”, diz Edson. “Mas ainda não há patrocinador, o que seria ideal para nossa estrutura.”

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