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Conheça a Bienal com roteiros adaptados para seu tempo disponível

Pensando em diferentes tipos de público e de tempo disponível, criamos roteiros diferentes para quem quer visitar a Bienal de São Paulo

Por Redação VEJINHA.COM
28 set 2012, 17h42 • Atualizado em 18 ago 2025, 10h14
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arthur-bispo-do-rosario_manto-de-apresentacao_sem-data (Divulgação/)
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  • Você ainda não foi à 30ª Bienal de São Paulo? Em cartaz no Parque do Ibirapuera desde o dia 7 de setembro e orçada em R$ 22,4 milhões, a mostra conta com 111 artistas expondo 2.900 obras ocupando o pavilhão projetado por Oscar Niemeyer.

    Ou seja, ela é grande e a visita pode tomar muito tempo dos desavisados. Por isso VEJA SÃO PAULO fez roteiros para facilitar a vida dos visitantes que não têm muito tempo, ou paciência, a perder.

    Além disso, damos informações e indicações para visitantes deficientes visuais, pessoas com baixa visão, deficientes auditivos, físicos, cadeirantes, deficientes intelectuais e pessoas com problemas psiquiátricos. Mais informações aqui.

    Confira nossos roteiros e aproveite os últimos dias da Bienal:

    POR TEMPO

    Meia hora

    O roteiro privilegia um pouco de tudo. Objetos, fotografia, pintura e escultura. Comece com duas obras no terceiro andar, mais duas no segundo e uma no primeiro piso. Colocadas em ordem a seguir:

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    Precursor da fotografia alemã, August Sander (1876-1964) elaborou, na série Pessoas do Século XX, um catálogo da diversidade política e cultural do país por meio de 600 retratos.

    Ícone do construtivismo brasileiro, Waldemar Cordeiro (1925-1973) é lembrado com esculturas, projetos paisagísticos e pinturas geométricas.

    O sergipano Arthur Bispo do Rosário (1911-1989), que foi interno da Colônia Juliano Moreira, antiga instituição psiquiátrica do Rio de Janeiro, é o homenageado do evento. Há um grande conjunto de instalações de sua autoria, feitas com lixo e sucata.

    Caçula entre os 111 artistas, a paulista Sofia Borges, de 28 anos, explora a manipulação de imagens e a relação entre ficção e realidade na fotografia.

    Ex-aluna dos alemães Josef e Anni Albers, a americana Sheila Hicks aposta na delicadeza dos bordados. Há desde pequenos trabalhos abstratos até esculturas têxteis de grande porte.

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    alberto-bitar_completude-da-serie-sobre-o-vazio_2010 ()

    Uma hora

    Aqui o roteiro se estende mais um pouco para o primeiro andar. Além dos 5 indicados na primeira lista, acrescente:

    Irônico, o americano David Moreno reúne fotos das máscaras mortuárias de grandes personalidades do passado – escritores, políticos, filósofos, compositores – e coloca um megafone na boca de cada um.

    A magnífica série Sobre o Vazio, do paraense Alberto Bitar, traz apartamentos sem nenhuma presença humana. Ao registrar os vestígios deixados pelos moradores, o fotógrafo traça uma reflexão sobre a memória.

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    A sala do sueco Andreas Eriksson chama atenção pela presença de dois galhos de árvore com aparência frágil. Apenas ao se aproximar o espectador nota que a escultura é de bronze, e não de madeira. Nas paredes, pinturas de tamanhos variados completam o espaço.

     

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    Duas horas

    Com mais tempo você pode andar pelos andares com mais calma e curtir mais destaques. Além dos 8 indicados nas duas listas anteriores, acrescente:

    O fotógrafo holandês Hans Eijkelboom monta grupos de imagens clicadas em grandes metrópoles do mundo, como Paris, Londres, Amsterdã e São Paulo. Cada um deles traz pessoas com padrões de roupas muito parecidos.

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    Venezuelana de origem alemã, muitas vezes comparada a Mira Schendel, Gego (1912-1994) apresenta esculturas de arame e colagens sutis e miniaturizadas em papel.

    Adepto de intervenções de impacto, o mineiro Thiago Rocha Pitta impressiona o espectador que acaba de subir a rampa em direção ao segundo andar. Ali ele simulou um deslizamento de terra.

    Preto e branco são as cores utilizadas pelo argentino Eduardo Stupía em desenhos e telas abstratas de pinceladas fortes.

     

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    Três horas

    Com este roteiro você tem um panorama geral com alguns dos principais nomes da 30ª Bienal de São Paulo. Relaxe e aproveite sem pressa. Além dos 12 indicados nas duas listas anteriores, acrescente:

    Representante da nova geração de pintores figurativos brasileiros na mostra, o carioca Eduardo Berliner exibe pinturas e desenhos que trazem elementos banais, como uma escada e até uma cartela de Dorflex.

    Registros da vida do fotógrafo alemão Horst Ademeit (1937-2010) aparecem em polaroides repletas de anotações nas bordas, compondo assim uma paisagem de sua alma.

    O artista mexicano Fernando Ortega fotografou um rio de seu país no qual uma pequena balsa faz a travessia. Coube ao músico e produtor inglês Brian Eno a missão de compor uma trilha sonora para a curta viagem pela água.

    Conhecido como poeta, o chileno Juan Luis Martínez (1942-1993) também se arriscava nas artes visuais. Influenciado por Marcel Duchamp, ele tem expostos relevos de parede irônicos, feitos com brinquedos, fotos velhas e pedaços de instrumentos musicais.

    As produções pictóricas da fluminense Lucia Laguna e do venezuelano Juan Iribarren estão expostas em salas vizinhas. As telas de ambos ficam em algum ponto entre a figuração e a abstração (no destaque, o quadro Paisagem Nº 51, assinado por Lucia).

    Pinceladas delicadas, poucos elementos e tons monocromáticos caracterizam as telas do americano John Zurier, o artista mais dedicado ao silêncio de toda a 30ª Bienal.

    A literatura é o tema de inspiração para o uruguaio Alejandro Cesarco, seja no vídeo Metodologia, no qual duas pessoas conversam sobre o grande escritor Juan Carlos Onetti (1909-1994), seja no “romance” formado pela reunião de índices onomásticos aleatórios.

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