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Amigo de menino morto diz que levou tapa de policial

Secretaria da Segurança Pública afirma que Corregedoria instaurou procedimento administrativo e inquérito para apurar o caso

Por Estadão Conteúdo
7 jun 2016, 10h15 • Atualizado em 27 dez 2016, 17h25
menino morto
menino morto (Rafael Arbex/Estadão Conteúdo/Veja SP)
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  • O menino de 11 anos que se envolveu em um furto de veículo que terminou com o amigo, de 10, morto pela Polícia Militar, afirmou em depoimento no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) que levou um tapa e foi ameaçado pelos PMs envolvidos no caso antes de chegar à delegacia.

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    A reportagem teve acesso ao depoimento, o segundo, ocorrido na sexta-feira, na sede do DHPP. A mãe da criança e o advogado Ariel de Castro Alves, do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), acompanharam o menino.

    Ele afirmou que, juntamente com o amigo de 10 anos, foi perseguido pela PM após ambos furtarem um carro que estava na garagem de um condomínio, na Vila Andrade, zona sul. O amigo teria atirado três vezes na perseguição, mas acabou batendo em dois veículos antes de parar, segundo o garoto.

    Um PM que estava de moto caiu e, em seguida, se levantou e atirou contra o vidro do motorista e acertou a cabeça do menino de 10 anos, que dirigia. Neste momento, não houve tiroteio, segundo ele. Em seguida, os PMs mandaram o garoto de 11 anos sair pela porta da frente.

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    Ele passou por cima do corpo do amigo e saiu. Na rua, foi dominado pelo policial que atirou e colocado no chão com as mãos para trás. Depois, relata que levou um tapa e outro policial disse que se ele “não tivesse mãe e pai, iriam matá-lo”.

    Cinco horas

    Segundo o DHPP, os PMs ficaram cerca de cinco horas com o menino antes de apresentá-lo no departamento. Nesse período, a criança gravou o vídeo, a pedido dos policiais. Nele, confirma a versão inicial dos PMs, de que o menino de 10 anos atirou para, em seguida, ser morto. Para Alves, o menino foi coagido a gravar o vídeo. Ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) comentou que o vídeo “parece espontâneo” e o caso é investigado “com todo o rigor” pelo DHPP.

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    A Secretaria da Segurança Pública destacou que a Corregedoria instaurou procedimento administrativo e inquérito para apurar toda a conduta dos PMs, que estão afastados das ruas. “Em relação ao vídeo, o DHPP informa que foi enviado para ser incluído no inquérito.”

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