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Em segundo e último show, Mick Jagger brincou bastante em português

Como se fosse habitué, banda estava mais reservada

Por Juliene Moretti
28 fev 2016, 11h04 • Atualizado em 5 dez 2016, 11h37
Segundo show - Stones
Segundo show - Stones (Flavio Hopp/Brazil Photo Press/Folhapress/)
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  • O segundo show dos Rolling Stones foi diferente do primeiro, mas tão espetacular quanto. A banda subiu ao palco no sábado (27) exatamente às 21 horas.

    Com ingressos esgotados, o estádio do Morumbi estava bem mais cheio do que o primeiro show, na quarta (24). Alguns dos problemas de estrutura não só se repetiram como se agravaram (filas de banheiros, confusão no bar, empurra-empurra da saída), porém nada que pudesse estragar o clima de “momento único”.

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    O QUE TEVE

    • Poucos cambistas vendendo ingressos. Estes chegavam a ser negociados a 900 reais a pista, ante os 400 reais vendidos oficialmente.
    • Ação de fiscalização contra ambulantes
    • Opções gastronômicas variadas na área de fora: o sanduíche de pernil estava 12 reais
    • Clima de família 
    • Show do Titãs de 48 minutos (com direito a plateia pedindo mais) cantando Polícia, Marvin, Aluga-se entre outros tantos.
    • Finalmente, os Stones pontualmente às 21 horas.
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    Em comparação com o show de quarta (24), a banda estava um pouco menos atirada com o público –apenas Mick Jagger andava até a alça do palco que invadia o espaço da plateia. Ainda assim, a simpatia e vontade de tocar estavam presentes.

    Também diferente do que aconteceu na quarta (24), os Stones iniciaram a apresentação com Jumpin’ Jack Flash e não com Start Me Up, que apareceu mais tarde. 

    Mick mostrou mais segurança no português. Perguntou quem torcia para o São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos. “É a primeira vez que as torcidas dos quatro times estão reunidas aqui, hã?”, arrematou. Entrou no clima gastronômico também. “Desculpa, estou meio cansado. Comi muitas coxinhas”, contou.

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    Ele também abusou do rebolado e chegou a… hum… dançar muito sensualmente com a backing vocal Sasha Allen (que arriscou sambar ali no palco).

    Desta vez, além de Sympathy For the Devil e Satisfaction, o destaque ficou para Miss U e as duas baladas que não foram tocadas na primeira apresentação: She’ a Rainbow (escolha do público) e Wild Horses, em vez de Bitch e Beast of Burden. Eles também incluíram All Down the Line (em vez de Worried about You). 

    Keith Richards também mudou seu repertório. Trocou You Got The Silver e Happy por Slipping Away e Before They Make Me Run.

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    Na plateia, além dos Stones, dois bombeiros chamaram a atenção próximo ao palco. Eles distribuíam copinhos de água para o público ali próximo. 

    Assim como na quarta, os caras encerraram a apresentação lindamente com Satisfaction.

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    O QUE NÃO TEVE

    • Chuva. Durante a música Start Me Up, uma garoa forte caiu e dava a impressão de que ia aumentar e se manter. No entanto, só serviu para refrescar bem pouquinho. Em Sympathy for the Devil, os fãs já se desfaziam das capas de chuva.
    • Organização para sair. Talvez pela quantidade de gente, diferente de quarta, a saída foi mais conturbada. Taxistas voltaram a cobrar preço fechado e se recusavam a fazer certos percursos. Os ônibus das linhas especiais estavam lotados, quase impossível de pegá-los.

    Dia 2 de março os Stones se apresentam em Porto Alegre e depois, em Lima, no Peru. Finalizam a turnê Olé no dia 17, no México.

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