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O que esperar do filme ‘O Gênio do Crime’, adaptação de clássico infantojuvenil

Longa com Marcos Veras e Ailton Graça estreia em maio de 2026 e atualiza a trama para os dias de hoje

Por Laura Pereira Lima
12 jan 2026, 12h46 • Atualizado em 12 jan 2026, 13h18
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João (Francisco Galvão) conhece o ídolo Mister Mistério (Marcos Veras  (Fabio Braga/Pivô Audiovisual/Divulgação)
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  • Um dos maiores clássicos da literatura infantojuvenil brasileira, O Gênio do Crime ganhará uma versão cinematográfica, com estreia marcada para 7 de maio de 2026.

    O filme é uma adaptação da obra homônima de João Carlos Marinho (1935–2019), lançada em 1969, que acompanha quatro crianças que se envolvem em uma investigação para desmantelar um esquema de falsificação de figurinhas da Copa do Mundo.

    O elenco reúne Marcos Veras e Ailton Graça, além dos atores mirins Francisco Galvão, 11 anos; Bella Alelaf, 13; Breno Kaneto, 11; e Samuel Estevam, 14.

    Trama atualizada

    A principal mudança da adaptação para o cinema é a atualização temporal da história, agora ambientada nos dias atuais. “Queríamos dialogar com o público de hoje, que não tem essa nostalgia”, afirma o produtor Tiago Mello.

    Para aproximar a narrativa da realidade das crianças e adolescentes contemporâneos, a produção promoveu algumas atualizações. Uma delas é a troca do jogador estampado na figurinha rara — objeto de desejo dos protagonistas — que, no livro, era Rivellino e, no filme, passa a ser Vini Jr.

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    Livro ‘O Gênio do Crime’: sucesso editorial (Divulgação/Divulgação)
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    Outra alteração está no personagem interpretado por Marcos Veras. No livro, Mister Mistério é um detetive; no longa, ele se transforma em um youtuber aficionado por histórias de crime.

    A adaptação também reflete mudanças de pensamento desde a década de 1960. O protagonista, conhecido no livro apenas como Gordo, recebeu o nome de João no filme — uma homenagem ao autor. “No livro, ele está sempre comendo alguma coisa. Buscamos fugir desses estereótipos na narrativa atual”, explica Mello.

    A personagem feminina, Berenice, ganhou mais espaço. “Ela é uma personagem cheia de opiniões e ideias, mas que antes entrava mais tarde na história. Percebemos que ela merecia maior protagonismo desde o início do filme”, acrescenta o produtor.

    Clássico que marcou gerações

    “Era uma história de mistério, de detetive, que não era americana. É uma narrativa com elementos muito brasileiros, como as figurinhas, que continuam sendo uma paixão nacional”, afirma Binder, um dos envolvidos no projeto. Segundo ele, a longevidade do livro se explica pelo fato de a obra falar de igual para igual com as crianças, sem infantilizá-las. “Quisemos trazer isso para o filme e criar uma narrativa que também interesse aos pais, para que toda a família possa assistir junta.”

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    Marcos Veras no papel de Mister Mistério (Fabio Braga/Pivô Audiovisual/Divulgação)

    Marcos Veras destaca o peso da responsabilidade. “Contar essa história é enorme, porque é um clássico. É um livro que as crianças estão lendo hoje, mas que os pais também leram. Existe um compromisso com a família inteira.”

    Elenco mirim

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    O elenco na Comic Con Experience: Bella Alelaf, Francisco Galvão, Breno Kaneto, o produtor Tiago Mello e Samuel Estevam (Instagram/Reprodução)

    “As crianças são geniais. Elas chegam com uma energia e uma vitalidade que contagiam todo mundo”, conta Ailton Graça, que interpreta Seu Thomé, dono da fábrica de figurinhas.

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    A conexão entre diferentes gerações também marcou o elenco mirim. Breno Kaneto, que vive Pituca, conta que o livro já fazia parte da história da própria família. “A minha mãe leu quando tinha a minha idade, na quinta série. Se bobear, até a minha avó leu”, brinca o ator.

    A turma, que ficou amiga durante as filmagens e costumava sair junta após as gravações, gostou especialmente de gravar no centro de São Paulo, em locações como o Vale do Anhangabaú e o Theatro Municipal, cenário de algumas cenas de perseguição e investigação. “Conheci um monte de lugar novo”, conta Samuel Estevam, intérprete de Edmundo. “Sempre gravo em estúdio, então foi muito legal, porque ali as coisas são de verdade.”

    “Acho que foi a primeira ou segunda vez que andei de ônibus”, diverte-se Bella Alelaf. “Teve uma hora que eu perguntei para a produção: ‘Gente, cadê o cinto?’. E eles responderam: ‘Não tem cinto, Bella’.”

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