Confira as exposições que fecham a programação de 2025 do Masp
Obras de Minerva Cuervas, André Taniki Yanomami, Claudia Andujar e Maya Watanabe estão expostas
O Museu de Arte de São Paulo (Masp) encerra sua programação de 2025, construída sob o mote ‘Histórias da Ecologia’, com três exposições. ‘Minerva Cuevas: Ecologia Social’, em exibição até 8 de março, é a maior mostra individual da artista conceitual mexicana realizada no Brasil, com 42 obras.
Cuevas investiga criticamente os mecanismos do capitalismo e seus impactos no meio ambiente. A artista faz isso a partir de símbolos como o piche, relacionado ao petróleo, e o cacau, contrastando seu uso ritual com a produção de chocolate em larga escala.
Suas obras também subvertem logotipos e símbolos de grandes empresas para questionar temas como consumo, valor e propriedade. O público é transportado para a Terra indígena Yanomami, em Roraima, na mostra ‘André Taniki Yanomami: ser imagem/në utupë/ image being’, com 121 desenhos produzidos entre 1976 e 1978 pelo artista-xamã, exibidos até 5 de abril.
Quarenta e três obras são da coleção da fotógrafa Claudia Andujar, que colaborou com Taniki em 1977; outras 78 são inéditas, oriundas da coleção do antropólogo francês Bruce Albert.
O Masp exibe ainda a ‘Sala de Vídeo: Maya Watanabe’, até 25 de janeiro, com a videoinstalação Bullet (2021). Inédita no Brasil, se debruça sobre os restos mortais de uma vítima de conflitos internos armados que assolaram o peru entre 1980 e 2000.
Masp — Edifício Lina. Avenida Paulista, 1578, ☎ 3149-5959. Acessibilide. Ter., 10h/20h (grátis). Qua., qui., sáb. e dom., 10h/18h. Sex., 10h/21h (grátis, 18h/20h30). R$ 75,00. Entrada até 1h antes do encerramento. Fechado em 24, 25 e 31/12 e em 1º/1.
Publicado em VEJA São Paulo de 26 de dezembro de 2025, edição nº 2976.





