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Coala Festival amplia a programação e espera duplicar público

No ano que marca sua maturidade, o evento, que aposta em line-up só de artistas brasileiros, deve receber 24 000 pessoas

Por Juliene Moretti Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 ago 2018, 06h00 | Atualizado em 24 ago 2018, 06h00
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Caetano, na edição de 2017: mistura de nomes consagrados com outros em ascensão (I Hate Flash/Veja SP)
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Enquanto os poucos festivais de música que rolam na cidade apostam em atrações estrangeiras, o Coala Festival despontou com uma programação totalmente brasileira. A quinta edição, programada para o próximo fim de semana na Praça Cívica do Memorial da América Latina, marca a maturidade do evento: agora há um dia a mais em relação aos anos anteriores e o público de 12 000 pessoas (recorde de 2017) deve dobrar e chegar a 24 000. Nomes fortes como Gilberto Gil, escalado para o sábado (1º), e Milton Nascimento, que encerra o domingo (2) ao lado de Criolo, são inegáveis chamarizes de público (mais de 85% das entradas já estavam vendidas a uma semana da abertura dos portões). Mas a (boa) jogada foi intercalar os medalhões com artistas do midstream — na tradução, aqueles que já colecionam fãs mas ainda não ganharam completamente as rádios e televisões.

Entram nessa lista de 24 atrações Baco Exu do Blues, destaque da mais recente safra do hip-hop baiano e autor da inusitada faixa Te Amo Disgraça, o coletivo Àttøøxxá, que estourou no Carnaval em uma parceria com Psirico, e Xênia França. “Pensamos também em shows exclusivos para o Coala”, afirma Guilherme Marconi, um dos cinco organizadores. Foi o que aconteceu em 2016, com a dobradinha de Cícero com Marcelo Camelo, por exemplo. Desta vez, a novidade será feminina, com Ilú Obá De Min, Elza Soares e Juçara Marçal.

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Gilberto Gil: uma das atrações (Gerard Giaume/Veja SP)

Entre cachês, ingressos e outros investimentos de produção, o festival deve movimentar neste ano 5 milhões de reais, cinco vezes mais do que o registrado na primeira edição, em 2014.

A ideia inicial surgiu em 2012, com Gabriel Junqueira e Marconi, amigos de infância e frequentadores assíduos do finado Studio SP, que costumava receber bandas da cena independente da época, como Vanguart e O Terno. “Era uma produção musical tão boa que não nos conformávamos com o fato de ela estar só ali”, diz Junqueira.

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Milton Nascimento: apresentação no festival (Divulgação/Veja SP)

Os dois convenceram Christiano Vellutini e Thiago Custódio, também novatos nesse nicho de mercado de shows, a fazer parte da empreitada. O projeto saiu do papel apenas dois anos depois, com 6 000 pessoas na plateia.

Em 2016, Fernanda Pereira juntou-se à direção para coordenar a produção e o jornalista Marcus Preto passou a auxiliar na curadoria. “Fui à primeira edição e fiquei com vontade de copiá-los”, lembra Preto. “Em uma cidade como São Paulo, faltam iniciativas que celebrem a música brasileira”, acredita.

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Festival Coala
Vellutini, Junqueira, Fernanda, Custódio e Marconi: aposta em novos nomes (Marcelo Justo/Veja SP)

Naquele ano, tido como marco da virada na programação, eles apostaram na cena mais independente. Chamaram o BaianaSystem, que na época só tinha feito uma apresentação na cidade, e a banda arrebatou de surpresa o público, que aguardava os mais consagrados. Um dos nomes estreantes da vez é Luedji Luna, que circula com o elogiado CD Um Corpo no Mundo (2017).

A quantidade de pessoas coladas na grade não a aflige, ela garante, mas a possibilidade de cruzar com o cantor Milton Nascimento lhe dá frio na barriga. “Ele foi o primeiro artista que causou impacto na minha vida, e agora vai tocar algumas horas depois de mim”, diz a moça, emocionada. Para o time de organizadores, os próximos sonhos a ser realizados incluem escalar Gal Costa, Maria Bethânia e Geraldo Azevedo e tomar todo o complexo do Memorial, não apenas a praça. “Mas isso é só para, sei lá, 2025”, diverte-se Junqueira.

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Luedji Luna: estreante na programação (Danilo Sorrino/Veja SP)

Coala Festival. Memorial da América Latina — Praça Cívica. Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda. Sábado (1º), a partir das 11h. R$ 85,00 (meia-entrada, disponível para quem doar 1 quilo de alimento não perecível) e R$ 170,00; domingo (2), a partir das 11h. R$ 95,00 e R$ 190,00; R$ 170,00, preço especial para os dois dias.

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