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Polícia tenta impedir desfile de bloco na Pompeia

Bloco Pilantragi reuniu cerca de 15 000 foliões no domingo (2) pelas ruas do bairro; PM diz ter recebido reclamações de perturbação do sossego

Por Redação VEJA SÃO PAULO
3 fev 2014, 21h19 • Atualizado em 5 dez 2016, 15h17
  • Foliões que foram ao desfile do bloco Pilantragi no domingo (2), na Pompeia, foram surpreendidos pela chegada de policiais, que tentaram impedir a saída do grupo e, armados, voltaram a atravessar o bloco – que reuniu cerca de 15 000 pessoas pelas ruas do bairro e da Vila Madalena ao som de marchinhas clássicas.

    + Blocos de Carnaval invadem as ruas em fevereiro

    Segundo os organizadores, a concentração foi marcada para as 14h, em frente ao bar Bebo Sim, e a saída deveria ocorrer as 16h. Rodrigo Bento, um dos criadores do bloco, afirma que na hora de dar início à festa viaturas da Polícia Militar impediram que o grupo seguisse. “Eles fecharam a rua dizendo que tinham ordens superiores para não deixar a gente seguir”, afirma Rodrigo.

    Duas horas depois de muita negociação, o organizador conta que teve o pedido atendido e os frequentadores puderam desfilar. Uma grande multidão saiu pelas ruas e outra parte ficou na concentração. Por volta das 18h30, os foliões foram surpreendidos novamente pela presença de policiais militares. Uma foto tirada por um dos participantes e postada no Facebook mostra policiais armados passando no meio do desfile. “A polícia chegou e não conversou com ninguém. Não houve confronto, mas teve repressão contra uma galera que estava curtindo uma festa tão legal”, afirma o organizador Marcos Moreira Vaz.  

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    No total, quatro viaturas e aproximadamente vinte agentes participaram da operação. Segundo relatos de presentes, assim que os veículos desceram as ruas do bairro, houve uma vaia contra a polícia e tudo voltou ao normal. Rodrigo diz que se surpreendeu com a atitude dos PMs, pois no primeiro evento que realizou durante o carnaval do ano passado tudo havia seguido normalmente.

    A Polícia Militar afirma que recebeu três chamados de perturbação de sossego no domingo: às 21h50, 22h40 e 0h20. Segundo comunicado oficial, às 16h34, o Copom recebeu um chamado de averiguação de um baile funk, na Rua Alfonso Bovero, e equipes foram ao local. De acordo com o boletim, o evento ainda carece de regulamentação junto à prefeitura e está prevista uma reunião para esta quarta (5) a fim de tratar do assunto.

    A Prefeitura de São Paulo lançou um site para cadastrar todos os blocos da cidade, primeira medida tomada pela administração com o intuito de regulamentar e coordenar o Carnaval de rua.

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    Os responsáveis pelos blocos devem informar não apenas a programação (com horários, trajetos e datas), mas também qual a previsão do número de foliões, que tipo de equipamentos de som serão usados e qual infraestrutura (como banheiros químicos e interdição das ruas) serão necessárias.

    Rodrigo conta que convesou com a Secretaria de Cultura de São Paulo seis meses antes da edição da Pilantragi deste ano. “Eles disseram que fariam o contato com os órgãos responsáveis e pensamos que estava tudo certo, mas não concluiram o processo”. Ele diz ainda que foi um dos primeiros a cadastrar o bloco no site da Prefeitura, chegou a divulgar o trajeto e quantos participantes teriam, mas não obteve retorno.

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