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Pulsante, Rua Barão de Tatuí ganha espaços de gastronomia, arte e design

Conheça a via entre Santa Cecília e Vila Buarque, onde ao menos treze novos negócios foram abertos de 2022 para cá

Por Guilherme Queiroz
15 mar 2024, 06h00 • Atualizado em 15 mar 2024, 11h08
Marcos Haddad Caio Fontes Café store
Café Store, de Marcos Haddad (à esq.) e Caio Fontes (Alexandre Battibugli/Veja SP)
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  • “É o primeiro empreendimento da nossa vida”, conta, entusiasmada, Tamires Almeida, 36. Ela e a sócia, Larissa Alcantara, 40, duas arquitetas, escolheram uma casinha simpática na Rua Barão de Tatuí para instalar a Livraria Sentimento do Mundo.

    Com foco na literatura de ficção de pequenas editoras, o empreendimento, inaugurado em outubro de 2023, é parte da leva de ao menos treze lojas, restaurantes e bares que desembarcaram nos últimos dois anos na via, que se consolida como um polo pulsante entre Santa Cecília e Vila Buarque.

    As arquitetas Tamires, sentada, e Larissa, ao fundo, na Livraria Sentimento do Mundo
    Tamires Almeida e Larissa Alcantara, da Livraria Sentimento do Mundo (Alexandre Battibugli/Veja SP)

    Parte dos novos negócios é tocada por moradores do entorno, que observaram com olhos atentos a transformação da área, concentrada, por enquanto, nos três quarteirões entre a Alameda Barros e a Rua Jaguaribe. É o caso de Caio Fontes, 44, sócio da Café Store, empresa especializada em cafés especiais que opera há doze anos como e-commerce, mas até há pouco tempo não tinha loja física.

    “Aqui existe um público interessado no nosso produto”, justifica o empresário, que transferiu o negócio do Itaim Bibi para o imóvel no número 387 da Barão em julho do ano passado. Na parte da frente fica o espaço que recebe a clientela em busca de grãos selecionados, além de máquinas e utensílios para o preparo da bebida, e, atrás, o escritório onde trabalham vinte funcionários.

    Otto, na Banca Tatuí
    Otto, na Banca Tatuí (Alexandre Battibugli/Veja SP)
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    Do outro lado da calçada, o aroma vem das fornadas de pães de fermentação natural que perfumam a entrada da padaria PAN. “Queria abrir meu negócio em um lugar que eu pudesse ir trabalhar a pé”, conta Pamela Puertas, 33, outra arquiteta que resolveu empreender no pedaço.

    Ela é vizinha do Borgo Mooca, badalado restaurante nascido no bairro que o batiza, mas que desde o final de 2022 funciona nas redondezas. “Chegar até a Santa Cecília era um desejo antigo. Recebo mais de 1 000 pessoas toda semana, dobrei o faturamento e tenho mais de trinta funcionários”, comemora Matheus Zanchini, 49, chef e proprietário da casa.

    Ele, que também comanda um bar estilo speakeasy no subsolo do restaurante, adianta que até o fim do ano inaugura uma trattoria logo ao lado.

    Antes da pandemia, a Barão já até contava com comércios descolados, como o Kraut Bar,  ZUD Café, a confeitaria Fioca, a Galeria Pilar e a Banca Tatuí, que ajudaram a impulsionar a mudança de cenário.

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    “Nossa esquina era conhecida por ser ponto de venda de drogas, uma realidade que já mudou”, lembra João Varella, 39, dono da banca fincada desde 2014 no encontro com a Rua Imaculada Conceição.

    Mapa mostra localização dos treze novos endereços na rua
    As novidades da Barão de Tatuí (Veja SP/Veja SP)

    No sábado (16), o ponto celebra o Indiebookday (ou Dia do Livro Independente) com sessão de autógrafos de Meu Livro Vermelho, obra que marca a estreia do cantor e compositor Otto na literatura. Ele também fará um show gratuito ali a partir das 14h. “Adoro frequentar aquela rua. Tem de tudo, de botecos a lojas de móveis antigos”, conta o artista.

    O movimento vem se consolidando nos últimos tempos. “A mudança foi gradativa, com a chegada de negócios mais modernos, mas a retomada tem também um forte viés gastronômico”, acredita Alessandro Bergamin, 49, sócio da Paradiso Casa & Comida.

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    Aberto em outubro, o misto de loja de decoração e restaurante de pegada asiática se juntou a outros endereços recentes, como o bar especializado em petiscos defumados, Carburadores, a choperia Caxiri e o café, loja de cerâmica e saboaria Gleba, que passa por reformas e promete reabrir no dia 1º de abril.

    Para quem curte DJs, bebericar e comprar discos, a dica é passar pela Fiel Discos, que ficava no Largo da Batata antes de se mudar, e a Vos 011, que, além dos vinis, vende artigos de moda. Soma-se a eles a filial paulistana da galeria A Quadra, que tem matriz no Rio de Janeiro, instalada no número 521. “Estamos felizes com o ponto e queremos permanecer ali por um bom tempo”, afirma a sócia Marcela Setton, 31.

    Dois casarões que passaram por retrofit também dão novo colorido à rua, mas ajudam a manter o charme do passado. Num deles fica a BaFu (Barra Funda Autoral), projeto que reúne marcas de arte, moda e design. “Fiquei apaixonado pelo espaço”, conta Claudio Magalhães, 55.

    Mug.sp, aberta em 2023, a cafeteria ocupa um casarão histórico
    Mug.sp,
    aberta em 2023, a cafeteria
    ocupa um casarão histórico (Alexandre Battibugli/Veja SP)
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    “Queríamos explorar outra região da cidade e vários dos nossos clientes eram da Santa Cecília”, conta Fabian Daltoé, 37, da rede de cafeterias Mug.sp, também em um imóvel histórico. Em novembro, durante o serviço, a loja teve seu salão invadido por ladrões, que fizeram um arrastão entre os clientes.

    O episódio, que rapidamente ganhou repercussão, impulsionou a criação de um grupo de WhatsApp pelos donos de estabelecimentos da rua. Nas conversas, uma pauta recorrente tem sido, claro, a adoção de medidas de segurança que resguardem comerciantes e fregueses, imprescindíveis para que o movimento de revitalização não sofra retrocessos. Nessas horas, a união é sempre o melhor caminho.

    Imagem mostra homem em pé em ambiente de tijolinhos ao fundo, com bancada de azulejos azuis ao lado esquerdo da imagem. Ele apoia o braço na bancada, que tem pães e outros produtos, e segura uma xícara de café
    Fabian Daltoé, do Mug.sp (Alexandre Battibugli/Veja SP)

    Publicado em VEJA São Paulo de 15 de março de 2024, edição nº 2884

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