Páscoa: Vigilância Sanitária alerta para cuidados na compra de peixes
Com o aumento no consumo de itens como bacalhau e salmão, o órgão orienta consumidores sobre como evitar riscos de intoxicação alimentar
Na Páscoa, peixes como bacalhau, tilápia e salmão estão entre os alimentos mais consumidos pelos brasileiros. Diante do aumento da procura, o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado da Saúde de São Paulo reforça a importância de redobrar a atenção na hora da compra e do consumo desses produtos.
“A orientação é que os consumidores fiquem atentos às condições dos alimentos para garantir uma refeição segura. O consumo de pescado em condições inadequadas pode desencadear quadros gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia”, reforça Manoel Lara, diretor do CVS.
O que observar no peixe
No caso da tilápia e do salmão frescos, é fundamental observar se o pescado apresenta textura firme, aspecto úmido e aparência brilhante, características que indicam boas condições de conservação.
Já para o bacalhau, a recomendação é evitar peças que apresentem manchas, presença de mofo ou cheiro forte.
Ao escolher o local de compra, é importante verificar se o ambiente e os atendentes mantêm condições adequadas de organização e limpeza, além de observar o armazenamento e a conservação dos produtos.
As condições das embalagens também devem ser avaliadas: não adquira alimentos com embalagens violadas, rasgadas, amassadas, furadas, molhadas ou com qualquer outro sinal de alteração.
Os rótulos precisam apresentar informações obrigatórias, como nome do produto, identificação e endereço do fabricante, lote e prazo de validade.
“Para os produtos congelados, o cuidado também deve continuar em casa. O descongelamento deve ser feito sempre dentro da geladeira, garantindo a conservação adequada e reduzindo riscos à saúde”, completa o especialista.
Como identificar um peixe fresco?
A escolha começa no ponto de venda. Prefira sempre estabelecimentos regularizados pela Vigilância Sanitária e observe alguns sinais essenciais:
Olhos: devem estar brilhantes e salientes, nunca fundos ou opacos
Brânquias: avermelhadas, úmidas e sem muco
Escamas: firmes e bem aderidas ao corpo, com brilho natural
Carne: consistente e elástica — ao pressionar, deve voltar ao normal
Odor: suave, lembrando o mar — cheiro forte é sinal de deterioração
Outro ponto crucial é a temperatura. O pescado fresco deve estar sempre sobre gelo, mantido próximo de 0°C. A ausência de gelo ou armazenamento inadequado compromete rapidamente a qualidade.
Dica importante: deixe o peixe para o final das compras, reduzindo o tempo fora de refrigeração.
E o peixe congelado?
Também é uma opção segura, desde que alguns cuidados sejam observados:
Verifique a data de validade
Observe se há cristais de gelo dentro da embalagem (pode indicar descongelamento prévio)
Confira se o freezer está a -18°C
Nunca recongele um peixe já descongelado
Muito além do sabor: os benefícios do pescado
O pescado é considerado uma das proteínas mais completas do ponto de vista nutricional.
Rico em ômega 3, associado à saúde do coração e do cérebro, fonte de proteínas de alta digestibilidade, contém vitaminas importantes como A, D e complexo B (especialmente B12) e é rico em minerais como ferro, cálcio, fósforo e iodo.
Estudos indicam que o consumo de peixe 2 a 3 vezes por semana pode contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares e apoiar o bom funcionamento do organismo.







