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Os bastidores do Queremos!, que amplia agenda em SP; saiba o que vem aí

Produtora de shows trará Nubya Garcia e The Cat Empire à cidade ainda neste ano; confira datas e conheça a história da empresa carioca

Por Tomás Novaes 10 abr 2026, 08h00
Felipe Continentino e Pedro Seiler: fundadores do Queremos!
Felipe Continentino e Pedro Seiler: fundadores do Queremos! (Camilla Maia/Veja SP)
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Para além de megafestivais e turnês em estádios, em São Paulo o mercado de shows pequenos e médios está quentíssimo. Uma das responsáveis é a Queremos!, produtora carioca cada vez mais presente, com curadoria antenada em tendências contemporâneas mundo afora.

Os próximos anúncios mostram bem o DNA da empresa: em 3 de junho, na Casa Natura Musical, a saxofonista Nubya Garcia, novo nome do jazz britânico (um dia antes ela toca no Rio de Janeiro, no Manouche); em novembro — dia 12, na Audio (SP), e 13, no Circo Voador (RJ) —, a banda australiana The Cat Empire, com mais de vinte anos de carreira e som eclético, entre o indie, o pop e o ska. Atrações que, longe de lotar arenas, mantêm público fiel no Brasil, que cresce a cada visita.

Os principais festivais de 2026 em São Paulo

A iniciativa foi criada em 2010 por Pedro Seiler, Felipe Continentino e outros colegas, para incluir a capital fluminense no circuito de música ao vivo do país. “Fizemos o primeiro financiamento coletivo do mundo para um show, da banda Miike Snow, que viria só a São Paulo”, relembra Pedro, 47, que tinha experiência na gravadora Biscoito Fino. “Encontrávamos cada vez mais cariocas nas plateias de outras cidades, um movimento que os produtores não enxergavam ou viam como arriscado”, detalha Felipe, 47, que atuava no audiovisual.

A jazzista Nubya Garcia: show em São Paulo no dia 3 de junho
A jazzista Nubya Garcia: show em São Paulo no dia 3 de junho (Mariana Pires/Divulgação)
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Todos ganhariam: os cariocas com mais shows para assistir, os artistas com mais uma cidade onde tocar. Após dois anos de atividade, o Queremos! trocou o formato de vaquinha pelo esquema tradicional de bilheteria, com patrocínios pontuais.

O trunfo do projeto está na curadoria, assinada pela dupla de diretores, mas com muita escuta da comunidade ao redor. Só em 2026, até o mês que vem, terão sido responsáveis por quatro estreias no Brasil, todas com passagem pela capital paulista: Cory Wong (em março), Greentea Peng (no último dia 8), Soul II Soul e Steph Strings (em 28 de maio, na Audio). E já trouxeram bandas como Tame Impala, Phoenix, LCD Soundsystem, Wilco, entre outras. Grandes nomes nacionais tocaram nos festivais da empresa, que acontecem no Rio desde 2018, como Gal Costa (1945-2022) e Djavan.

Sobre tendências, os fundadores enxergam uma mudança da febre do indie rock, no início da década passada, para o crescimento da black music, com sons mais suingados. E, no pós-pandemia, um maior interesse por música instrumental, em especial entre o público jovem. “Somos muito procurados por nomes que querem abrir o mercado no Brasil e topam vir por um cachê mais barato”, afirma Pedro. A produtora consegue criar relações longas com as atrações, que, a cada retorno, tocam em lugares maiores. “Buscamos shows que apontam para o futuro da música”, define Felipe.

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A banda The Cat Empire: show em São Paulo no dia 12 de novembro
A banda The Cat Empire: show em São Paulo no dia 12 de novembro (Giulia McGauran/Divulgação)

O mercado paulistano apresenta desafios. “As casas estão sendo agendadas com muita antecedência, o setor está quase em um ponto com mais oferta do que demanda”, explica Pedro. Felipe chama atenção para a questão financeira. “As pessoas não têm dinheiro infinito. Com essa frequência intensa, com artistas muito grandes, além de Carnaval e Réveillon, os shows médios e pequenos podem sofrer com a pressão do bolso”, diz.

Em 2025, o Queremos! produziu sete datas em São Paulo e doze no Rio de Janeiro. Neste ano, a previsão é quase dobrar em terras paulistanas, com treze shows. Uma ótima notícia para quem busca sair de casa para renovar o gosto musical. ■

Publicado em VEJA São Paulo de 10 de abril de 2026, edição nº 2990

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