4 perguntas para Carlos Jereissati Filho e Zé Maurício Machline
O Iguatemi e o Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira começam neste mês uma parceria que levará shows e encontros especiais ao novo teatro do shopping
O Iguatemi e o Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira começam neste mês uma parceria que levará shows e encontros especiais ao Teatro Iguatemi, recém-inaugurado no 10o andar do shopping paulistano.
O primeiro espetáculo é Zélia Duncan e Fitti cantam Cauby Peixoto e Ângela Maria, que acontece nos dias 15 e 16. Os programas contam com direção de Zé Maurício Machline, fundador da premiação, ao lado de Giovanna Machline.
Até o fim do ano serão sete shows e seis gravações da série audiovisual de encontros musicais Por Acaso, apresentada pelo próprio Machline. Mônica Salmaso canta Tom Jobim e um dueto de Mariene de Castro com Almério são alguns shows confirmados.
Confira mais detalhes no papo a seguir com Machline e Carlos Jereissati Filho, empresário à frente do Iguatemi.
4 perguntas para Carlos Jereissati Filho e Zé Maurício Machline
Como nasceu o teatro?
JEREISSATI Temos a experiência de teatros no JK e em Campinas. Vemos uma grande carência em São Paulo de lugares com boa infraestrutura. A Faria Lima não era tão forte em equipamentos culturais. O Iguatemi São Paulo merecia um espaço diferente e intimista. O nosso foco é qualidade: manter uma programação constante e de excelência.
Quais as outras possibilidades do espaço no futuro?
JEREISSATI O foco é a música, mas pensamos em ter peças. Temos uma parceria com o projeto Fronteiras do Pensamento para uma série de conversas sobre o Brasil contemporâneo. E, celebrando os sessenta anos do Iguatemi, teremos apresentações especiais no fim do ano. Em seguida, vamos inaugurar o rooftop do shopping, com 10 000 metros quadrados, restaurantes, lojas e área de exposições.
Qual a inspiração para este show?
MACHLINE Há muitos anos existiu um espetáculo chamado Brasileiro Profissão Esperança, sobre Antônio Maria e Dolores Duran. Sempre tive vontade de fazê-lo. Ao reler, vi que teria de ser muito atualizado para caber nos dias de hoje e fiquei um pouco frustrado. Mas, pensando sobre isso, surgiu a ideia de celebrar Cauby e Ângela.
Por que Zélia e Fitti?
MACHLINE Cauby e Ângela são o retrato do Brasil apaixonado da maneira mais despudorada, sem medo. É importante falar sobre o amor assim. Mas eu queria uma linguagem atual e uma sonoridade diferente. Pensei então em fazer algo agênero, não o amor do homem e da mulher, mas a paixão em um retrato atual. Imediatamente pensei em Zélia, cantora magnífica e parceira, e Fitti, que representa isso na sua arte.
Publicado em VEJA São Paulo de 10 de abril de 2026, edição nº 2990







