Avatar do usuário logado
Usuário
Imagem Blog

Tudo Sobre Cinema

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO

Veja três filmes que navegam pelo cinema e as artes visuais

Da cartunista Laerte até a canadense Maudie Lewis, produções misturam as duas áreas

Por Tatiane de Assis Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jan 2021, 06h00
A cartunista Laerte em um fundo com seus quadrinhos
Laerte-se: disponível na Netflix  (Netflix/Divulgação)
Continua após publicidade

Injustiçado e arrogante

Disponível na Netflix, o documentário de 2018 com direção de Irek Dobrowolski A Vida e a Arte de Stanislav Szukalski se debruça sobre o escultor polonês. A narrativa tem ritmo rápido e às vezes confuso, o que não é um defeito, porque casa com o discurso do protagonista. É ainda um trunfo do longa, de uma hora e 45 minutos, questionar a ideia de que Szukalski é simplesmente um nome injustiçado pela história da arte. O mesmo homem que produziu obras primorosas também acalentava personalidade irascível dada à arrogância.

Stanislav Szukalski em preto e branco
A Vida e a Arte de Stanislav Szukalski: disponível na Netflix (Netflix/Divulgação)

A travessia da Laerte

Laerte-se (2017), também na Netflix, se debruça sobre a travessia que a cartunista Laerte Coutinho empreendeu até declarar-se transgênero. O longa-metragem, de uma hora e quarenta minutos, costura trechos de entrevistas da Laerte com cenas dela em casa, mais imagens de arquivo e tirinhas de sua autoria. Transborda da narrativa a hesitação da protagonista, mesclada com sua felicidade em seu processo de autodescoberta e com um tiquinho de melancolia, que vem junto também com humor. Assinam a direção a jornalista Eliane Brum e a cineasta Lygia Barbosa da Silva.

A cartunista Laerte em um fundo com seus quadrinhos
Laerte-se: disponível na Netflix (Netflix/Divulgação)

A tela e o corpo

Biografias, tal qual Maudie: Sua Vida e Sua Arte, são uma boa forma de adentrar no mundo das artes visuais. O filme de 2018, que pode ser visto no Google Play, passeia pela trajetória da canadense Maudie Lewis (1901-1970). As cenas delicadas que ela pintava contrastavam com sua luta contra a artrite reumatoide, que comprometia seu ofício. Afora o drama pessoal, o filme toca em uma questão cara: a importância do corpo do pintor. Muitas vezes esse tema é deixado de lado devido à crença (imprecisa) de que o vaivém com os pincéis demande pouca energia.

Continua após a publicidade
Maudie sendo empurrada, rindo, em uma carroça
Maudie: Sua Vida e Sua Arte (Netflix/Divulgação)

+Assine a Vejinha a partir de 6,90.

Publicado em VEJA São Paulo de 27 de janeiro de 2021, edição nº 2722

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês