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Notas exclusivas sobre artistas, políticos, atletas, modelos, empresários e pessoas que são destaque na cidade. Por Humberto Abdo (humberto.abdo@abril.com.br).

Carnaval de rua de São Paulo terá gasto recorde

A assessoria de imprensa da prefeitura disse em nota que tudo é compatível com o crescimento da festa

Por Ana Carolina Soares
17 jan 2020, 06h00 • Atualizado em 17 jan 2020, 10h59
Alê Youssef, fundador do bloco Acadâmicos do Baixo Augusta e ativista cultural (Paulo Vitale/Divulgação)
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  • Com 768 desfiles de blocos para animar cerca de 15 milhões de foliões, a equipe da Secretaria de Cultura, liderada por Alê Youssef (aliás, fundador do Baixo Augusta), alardeia estar preparando o maior Carnaval de rua do país em 2020. Mas o preço disso… Se houve um aumento de 65% no número de paradas em relação ao ano passado (464), o custo da festa, de 16 milhões em 2019, disparou em quase 90%. Em 19 de dezembro, o órgão anunciou no Diário Oficial a contratação da SPTuris para organizar o evento. A “brincadeira” sairá por 30,4 milhões de reais. Detalhe: esse novo custo foi divulgado um mês após a publicação do edital de patrocínio, com orçamento de 20 milhões de reais.

    Em 5 de dezembro, a Ambev assinou como patrocinadora um contrato de 21,9 milhões. Onde será investido esse acréscimo imprevisto de 8,5 milhões? Em serviços e maquinários, como 240 climatizadores portáteis, na manutenção de oitenta torres de observação, além de 96 diárias para intérpretes de libras. Uma das líderes dessa negociação na secretaria é Gabriela Fontana Junqueira Pereira, investigada pelo Ministério Público no processo de improbidade administrativa no episódio do Carnaval de 2017, pela alteração de valores naquela época.

    A assessoria de imprensa da prefeitura disse em nota que tudo é compatível com o crescimento da festa e que a investigação não impede o trabalho de Gabriela Pereira na comissão. Mas não é só aí que o “samba atravessa”. Produtores de blocos têm reclamado de problemas de comunicação, atrasos no cronograma e mudança de desfiles tradicionais de local e horário. “Publicaram no Diário Oficial que sairei às 11 horas da terça de Carnaval na Rua Augusta. Mas combinamos às 15 horas, e já imprimi os flyers”, lamenta a drag Salete Campari, que tem um grupo com seu nome. “Nada a ver a gente desfilar de manhã, e espero uma retificação, com a mudança que combinaram comigo por telefone”, completa.

    O Bloco dos Invertidos precisou ceder espaço ao Galo da Madrugada, recifenses que estreiam por aqui na terça de Carnaval, às 9 da ma- nhã, no Ibirapuera. O bloco (liderado por Fernando Quaresma, um dos organizadores da Parada do Orgulho LGBT) teve de sair da Vila Mariana, região onde desfilava desde 2017. “Mudaram a gente para a Avenida Tiradentes, e podemos perder patrocinador por isso”, diz o produtor Cacá Salles. Em nota, a prefeitura afirma que não é possível conciliar os “desejos de todos”.

    Publicado em VEJA SÃO PAULO de 22 de janeiro de 2020, edição nº 2670.

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