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Teatro - Por Fabio Codeço

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Tomara que o Aliança Francesa volte para ficar

É muito comum uma peça fazer um relativo sucesso e sumir de cena. A justificativa de produtores e diretores vem na ponta da língua. “Não existem teatros em São Paulo. Estão todos ocupados.” Então precisa ser valorizada e vista sem preconceitos a reabertura do Teatro Aliança Francesa, ali na Rua General Jardim, 182, na Vila […]

Por Dirceu Alves Jr. 23 abr 2012, 23h00 • Atualizado em 10 set 2024, 17h13
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    Guilherme Sant’Anna na comédia “L’Illustre Molière” (Foto: Ronaldo Gutierrez)

    É muito comum uma peça fazer um relativo sucesso e sumir de cena. A justificativa de produtores e diretores vem na ponta da língua. “Não existem teatros em São Paulo. Estão todos ocupados.” Então precisa ser valorizada e vista sem preconceitos a reabertura do Teatro Aliança Francesa, ali na Rua General Jardim, 182, na Vila Buarque. O ponto pode parecer barra pesada. Fica entre a Rego Freitas e Bento Freitas, a uma quadra do Minhocão. Mas nada que um pouco de boa vontade e o estacionamento conveniado (R$ 15,00) bem em frente não resolvam.

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    Uma sala confortável como essa, com 210 poltronas, merece uma programação que vise atingir o público. A Aliança Francesa deve se preocupar com uma curadoria criteriosa e que equilibre o peso da qualidade e o interesse popular. Só assim as pessoas – cada vez menos estimuladas a desbravar o desconhecido, ainda mais para ir ao teatro – vão dirigir seus carros rumo a uma região onde não estão acostumadas a circular.

    Em 11 de maio, a comédia “L’Illustre Molière”, dirigida por Sandra Corveloni, reestreia para ficar de quinta a sábado, às 20h, até 30 de junho. É um estimulante pontapé, capaz de atrair a atenção daqueles que não puderam conferir as sessões no Teatro do Sesi em janeiro e fevereiro e ajudar a divulgar o local.

    +“L’Illustre Molière” faz tributo ao rei da comédia

    Inaugurado em 1964, o Aliança Francesa foi um teatro disputado. Espetáculos comandados por Antunes Filho faziam filas naquela década. Bem… Na época, o Minhocão ainda não existia, e a Vila Buarque era uma das regiões favoritas da boemia. Mas como a aposta em qualidade sempre deu resultado o melhor exemplo é lembrar que outro grande diretor fez história por ali. Entre 1987 e 2001, Eduardo Tolentino de Araújo e grupo Tapa transformaram o Aliança em sede. Espetáculos como “Solness, o Construtor”, “Vestido de Noiva”, “Rasto Atrás” e “Navalha na Carne” levaram muita gente até a Rua General Jardim. E, nessa época, o Minhocão já metia medo nos paulistanos.

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