Como aproveitar últimos dias de Farofa do Processo 2026, extensão da MITSp
Até domingo (15), evento como foco no processo artístico ocupa Rua Treze de Maio e outros espaços com peças, performances e sessôes à meia-noite
Por Fabio Codeço
11 mar 2026, 20h32 • Atualizado em 11 mar 2026, 20h35
AnonimATO, da Cia Mungunzá, se apresenta no Centro Cultural Funarte (João Leoci/Divulgação)
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Extensão da MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, a Farofa do Processo chega à sua 10ª edição entre 7 e 15 de março, ocupando cinco espaços independentes do Bixiga com uma intensa programação de artes da cena. Reconhecida como um laboratório para artistas e coletivos, a mostra reúne mais de 70 criadores e cerca de 60 aberturas de processo, apresentando obras em diferentes estágios de criação — muitas delas antes de se tornarem espetáculos completos que depois circulam pelo país.
Realizada pela Corpo Rastreado, a Farofa nasceu em 2020 como FarOFFa – Circuito Paralelo de Artes de São Paulo, a partir de uma provocação da MITsp. Desde então, experimentou formatos diversos — do digital durante a pandemia a ações itinerantes pela cidade e até uma participação internacional no encontro Platea 21, em Santiago. Em 2026, o festival reafirma seu compromisso com o tempo da pesquisa e do encontro, privilegiando processos criativos e a troca direta entre artistas e público.
A programação se distribui pela Casa Farofa, Teatro Manás Laboratório, Teatro do Incêndio, Teatro Estelar e Teatro da Vertigem, todos na Rua Treze de Maio, articulando apresentações, mediações, ações de acessibilidade e conversas com artistas.
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Processos artísticos: pesquisas abertas ao público
O coração da Farofa está nas aberturas de processo, quando artistas apresentam experimentos, cenas e investigações ainda em construção.
Artista argentina apresenta uma investigação cênica que explora leveza, deslocamento e a fragilidade do corpo em movimento. Local: Casa Farofa. Rua Treze de Maio, 240 – Bixiga Quando: Qua. (11), 16h. Qui (12), 11h. Duração: 50min
HBLYNDA EM TRÂNSito – HBLynda Morais
Performance da artista pernambucana que mistura autobiografia, deslocamento e identidade em uma experiência híbrida entre dança e performance. Teatro da Vertigem – Rua Treze de Maio, 240, 1º andar – Bixiga Quando: Qui. (12), 18h. Sex (13), 13h. Duração: 60min.
Números e Fera – Thiago Catarino, Carolina Ferman e Natasha Corbelino
Dois processos criativos que investigam estruturas narrativas e a relação entre corpo e linguagem na cena contemporânea. Local: Casa Farofa. Rua Treze de Maio, 240 – Bixiga Quando: Qua. (11) e sex. (13), 23h30. Qui. (12), 16h . Sáb. (14), 17h. Duração: 30min.
Estratégias para o Presente – Cecília Ripoll, Juliana França e Monique Vaillé
Pesquisa coletiva que articula criação cênica e reflexão sobre o tempo presente e suas urgências políticas e sociais. Local: Casa Farofa. Rua Treze de Maio, 240 – Bixiga Quando: Sex (13), 12h e 14h. Duração: 50min.
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Puff – Alice Ripoll e Hiltinho Fantástico
Processo que dialoga com danças urbanas e populares brasileiras, explorando um corpo entre virtuosidade, brincadeira e tensão física. Local: Teatro Manás Laboratório – Rua Treze de Maio, 222 – Bixiga Quando: Sex (13), 14h. Duração: 35min.
Estella Lapponi apresenta a performance Capengá sexta (13) e sábado (14) no Teateo do Incêndio (Ligia Jardim/Divulgação)
Artistas paulistanos em processo
Afinações II – Falso Solo – Georgette Fadel
Novo trabalho da atriz e diretora investiga a presença do performer em cena a partir de um falso solo que tensiona autobiografia e ficção. Local: Casa Farofa. Rua Treze de Maio, 240 – Bixiga Quando: Sex (13), 23h59. Sáb. (14), 15h. Duração: 60min
Ensaio Sobre a Árvore – Marcos Moraes
Investigação poética sobre tempo, paisagem e presença, aproximando performance e contemplação. Local: Teatro da Vertigem – Rua Treze de Maio, 240, 1º andar – Bixiga Quando: Qua. (11), 17h. Qui. (12), 12h. Duração: 50min
América: Shopping de Culturas – Luiz de Abreu
Trabalho que tensiona identidade latino-americana, consumo e imaginários coloniais. Local: Teatro Manás Laboratório – Rua Treze de Maio, 222 – Bixiga Quando: Sex (13), 23h59. Sáb. (14), 15h. Duração: 30min.
“Um Clássico: Matou a Familia e foi ao Cinema”: esétáculo faz sessão no sábado (14), no Zona Franca Teatro (Dany Fontana/Divulgação)
Espetáculos que nasceram na Farofa
Algumas obras retornam à mostra já em versão final, depois de terem passado por processos criativos em edições anteriores.
1 peça cansada – Natasha Corbelino
Solo que investiga o esgotamento contemporâneo e as fronteiras entre presença performativa e exaustão do corpo. Local: Teatro Estelar – Rua Treze de Maio, 120 – Bixiga Quando: Sex (13), 13h. Sáb. (14), 11h. Duração: 60min.
Antígona Travesti – Renata Carvalho
Releitura do clássico grego protagonizada por uma atriz travesti, refletindo sobre exclusão, poder e resistência. Local: Teatro da Vertigem – Rua Treze de Maio, 240, 1º andar – Bixiga Quando: Qua. (11), 21h. Duração: 50min
Capengá! – Estela Lapponi
Espetáculo que parte da experiência da deficiência para discutir estética, política e autonomia corporal. Local: Teatro do Incêndio – Rua Treze de Maio, 48 – Bixiga Quando: Sex. (13), 15h. Sáb. (14), 11h. Duração: 50min
Cena paulistana em destaque
Agropeça – Teatro da Vertigem
Com concepção e direção de Antonio Araújo e texto de Marcelino Freire, o espetáculo lança um olhar crítico sobre agronegócio, território e poder no Brasil contemporâneo. Local: Espaço Cultural Elza Soares – Alameda Eduardo Prado, 460-474 – Campos Elíseos Ingressos: R$ 40 / R$ 20 (meia). Venda: Sympla
Quando: Sex. e sáb., 20h. Até 29/3 Duração: 50min
AnonimATO – Cia. Mungunzá de Teatro
Primeiro espetáculo de rua do grupo investiga o anonimato nas metrópoles e os encontros entre personagens urbanos aparentemente invisíveis. Local: Centro Cultural Funarte – Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos Quando: Sáb. (14) e dom. (15), 16h. Duração: 90min
Um Clássico: Matou a Famíliae foi ao Cinema– Cia. Xix de Teatro
Primeiro espetáculo de rua do grupo investiga o anonimato nas metrópoles e os encontros entre personagens urbanos aparentemente invisíveis. Local: Zona Franca Teatro – Almameda Marques de Leão, 378 – Bela Vista Quando: Sáb. (14), 16h. Duração: 80min
Cultura DEF e acessibilidade
A edição de 2026 reforça o diálogo com a cultura DEF, valorizando práticas artísticas criadas a partir da experiência da deficiência.
Tarô do Aleijo – Cláudio Rubino
Performance que atravessa corpo, espiritualidade e imaginário social para propor novas leituras sobre autonomia e vulnerabilidade. Local: Teatro Estelar – Rua Treze de Maio, 120 – Bixiga Quando: Sáb. (14), 16h e 20h. Duração: 45min
Além das obras, o festival conta com interpretação em Libras, acompanhamento especializado ao público DEF e um audio tour acessível, apresentando a história e a arquitetura da Rua Treze de Maio.
Sessão Maldita: experiências à meia-noite
Novidade da edição, a Sessão Maldita ocupa a faixa da meia-noite com propostas radicais e experimentais, todas na quarta (11).
Favor Divino – Marcelo Evelin e Andreia Pires
Local: Casa Farofa – Rua Treze de Maio, 240 – Bixiga Data: 11 de março Horário: 0h
A Morta – Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona
Local: Teatro Manás Laboratório – Rua Treze de Maio, 222 – Bixiga Data: 11 de março Horário: 0h
Afinações II – Falso Solo – Georgette Fadel
Local: Casa Farofa – Rua Treze de Maio, 240 – Bixiga Data: 13 de março Horário: 0h
América: Shopping de Culturas – Luiz de Abreu
Local: Local: Teatro Manás Laboratório – Rua Treze de Maio, 222 – Bixiga Data: 13 de março Horário: 0h
Serviço
Farofa do Processo – 10ª edição Quando: 7 a 15 de março de 2026 Horário: das 11h a 0h (programação varia conforme o dia)
Ingressos: Modelo “pague quanto puder”, com pagamento via pix, débito ou crédito no local. Exceção: Agropeça – R$ 40 / R$ 20 (meia), via Sympla.
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