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‘A Máquina’ ganha nova montagem e segue tão atual quanto há 25 anos

Peça que estreou no início dos anos 2000 revelou os jovens Wagner Moura, Lázaro Ramos, Gustavo Falcão e Vladimir Brichta

Por Fabio Codeço
23 out 2025, 15h09 • Atualizado em 24 out 2025, 14h10
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Novo elenco: atores do coletivo Ocutá e Agnes Brichta (no centro) (Flora Negri/Divulgação)
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  • No recém-inaugurado Teatroiquè, na Vila Indiana, está em cartaz uma nova montagem de A Máquina, espetáculo escrito por Adriana Falcão e dirigido por João Falcão que, no início dos anos 2000, revelou um grupo de jovens atores então desconhecidos do grande público: Wagner Moura, Lázaro Ramos, Gustavo Falcão e Vladimir Brichta.

    Vinte e cinco anos depois da primeira estreia, em Recife, João revisita o texto, agora dirigindo um elenco formado pelos quatro criadores do coletivo Ocutá (Vitor Britto, Marcos Oli, Bruno Rocha e Alexandre Ammano), que em evidente sintonia se revezam no papel do intrépido Antônio, e Agnes Brichta (filha de Vladimir), ótima como a inquieta e visionária Karina.

    A história desse homem que queria fazer com que seu amor permanecesse na terra deles, e pra isso ele ia pro futuro. E a gente pensava muito nisso, qual era o futuro que a gente queria construir”. Lázaro Ramos

    Eles moram na pacata Nordestina, cidade do interior sem recursos ou grandes perspectivas. Idealista, a moça deseja ganhar o mundo e ser artista famosa. Desesperado pela iminente perda da amada, e para impedir que ela parta, Antônio promete criar uma máquina para viajar ao futuro e trazer o mundo até ela.

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    (Flora Negri/Divulgação)
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    Para materializar a nova montagem, João recria a engrenagem que simboliza a passagem do tempo: um palco giratório, acionado com os pés pelo próprio elenco, peça fundamental da dramaturgia. O enredo ágil, que bebe na linguagem do cordel, ao mesmo tempo popular e filosófico, se desenrola em diálogos repletos de lirismo e humor. Há de se ressaltar o meticuloso trabalho de Chris Garrido na criação dos lindos figurinos — reparem nos ternos cheios de aviamentos que traduzem a jornada de Antônio —, que se completam perfeitamente com o visagismo de Louise Helène. A luz de Cesar de Ramires e o som do trio Raul Teixeira, Edézio Aragão e Thiago Schin embalam tudo de forma sensível e primorosa.

    “Era extraordinário que João, na época o diretor mais em evidência no Brasil, quisesse fazer uma peça conosco. De repente a gente estava no mundo. ‘A Máquina’ trouxe o mundo pra gente”. Wagner Moura

    Apesar da grande repercussão na época, a dificuldade de transportar o cenário de 600 quilos acabou por restringir a circulação do espetáculo, que depois de Recife fez penas curtas temporadas no Rio e em São Paulo, e apresentações pontuais nos festivais de Curitiba e Belo Horizonte.

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    Além de nova oportunidade para o público que ficou à margem das disputadas sessões, é uma forma de rever o texto à luz de outro tempo, conquistando novas plateias. Ao final, A Máquina continua sendo uma bela fábula sobre o amor e a utopia, que nos lembra que a imaginação pode ser um ato de resistência (70min). Livre.

    Teatroiquè. Rua Iquiririm, 110, Vila Indiana, (não tem telefone). Qui. e sex., 21h. Sáb., 18h e 21h. Dom., 18h (não haverá sessão em 25/10). R$ 150,00. Até 14/12. sympla.com.br.

    Publicado em VEJA São Paulo de 24 de outubro de 2025, edição nº2967.

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