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Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.

Livro resgata história das ‘big bands’ paulistas

Apoiadas na euforia nacionalista, as grandes orquestras marcaram época nos bailes do interior de São Paulo entre os anos 40 e 70

Por Dirceu Alves Jr.
16 fev 2018, 06h00 • Atualizado em 16 fev 2018, 06h00
Os Modernistas, nos anos de 1960: o grupo de São José do Rio Preto fez 32 shows em um mês (Acervo de Fernando Marques Alves (São José do Rio Preto)/Veja SP)
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  • A febre americana e europeia dos grandes conjuntos de jazz começou nos anos de 1920 e foi consolidada no fim da década seguinte graças à popularidade do trombonista e arranjador Glenn Miller (1904-1944). Com o nacionalismo imposto pela Era Vargas e a ascensão do rádio, surgiu no país a versão brasileira das big bands, que teve como um de seus mais férteis territórios o interior de São Paulo. O livro Big Bands Paulistas (Edições Sesc; 232 páginas; 60 reais), de José Ildefonso Martins e José Pedro Soares Martins, registra esse movimento, entre os anos de 1940 e 1970.

    Os bailes contavam com formações de quinze a vinte instrumentistas, um ou dois cantores e um repertório que fundia jazz a samba, choro e outros ritmos populares. Muitas bandas faziam mais de uma centena de apresentações por ano no estado. Municípios de relativo poder aquisitivo e distantes da capital sustentavam com esses eventos o calendário social e cultural para a população emergente. São José do Rio Preto ficou conhecida como a cidade das orquestras.

    Os Modernistas, famosa entre 1960 e 1975, realizaram 32 shows em um mês e marcaram presença em programas de televisão. De Jaboticabal, veio uma das pioneiras, a Sul América, fundada em 1940 e ativa até hoje, com quatro saxofonistas, três trompetistas, dois trombonistas, bateria e piano. Leopoldo e Orquestra Tupã e Arley e Sua Orquestra, respectivamente de Tupã e Catanduva, são dois outros exemplos de formações que permanecem na estrada, mostrando o valor da boa música ao vivo.

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