Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Imagem Blog

Memória

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.

A obra de Paulo Mendes da Rocha, um dos maiores arquitetos do Brasil

Vencedor do Prêmio Pritzker, em 2006, foi responsável por projetos como o Museu da Língua Portuguesa e o Sesc 24 de Maio

Por Gabriela Del'Moro
28 Maio 2021, 06h00 •
pedro mendes da rocha com as mãos no bolso posando sério para a foto
Paulo Mendes da Rocha, junto com sua premiada obra, o Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia, o MuBE (Ricardo D'Angelo/Divulgação)
Continua após publicidade
  • O Pritzker (conhecido como o “Nobel da arquitetura”), o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, a medalha de ouro do Real Instituto de Arquitetos Britânicos, o Riba, e o Prêmio Imperial do Japão são algumas das premiações recebidas por Paulo Mendes da Rocha, que morreu na madrugada de domingo (23), aos 92 anos. O arquiteto passava por tratamento de um câncer no pulmão. Em postagem no Facebook, o filho Pedro escreveu: “Depois de tanto projetar edifícios em concreto e aço, meu pai foi projetar galáxias com as estrelas!”.

    Filho de Angelina e de Paulo Menezes Mendes da Rocha, engenheiro de portos e diretor da Escola Politécnica da USP, o arquiteto nasceu em Vitória, em 25 de outubro de 1928. Em 1954, formou-se em arquitetura e urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Aos 29 anos, assumiu seu primeiro grande projeto, assinando o ginásio do Club Athletico Paulistano, que lhe rendeu o Grande Prêmio Presidência da República na 6ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1961.

    No mesmo ano, começou a dar aula na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, e lá foi perseguido pela ditadura militar. Em 1969, foi afastado do cargo na FAU e retornou apenas em 1980, após anistia.

    +Assine a Vejinha a partir de 8,90.

    Junto de Vilanova Artigas e Fábio Penteado, assinou o projeto do Conjunto Habitacional Zezinho Magalhães Prado, o Parque Cecap, moradia popular com 4 680 apartamentos, em Guarulhos, seguindo a linha paulista brutalista, da qual fazia parte. Em 1988, deu início às obras do Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE), instalado no Jardim Europa, pelo qual recebeu o prêmio Mies van der Rohe de Arquitetura Latino-Americana.

    Nos anos 90, assumiu grandes obras no centro da capital paulista, como a reurbanização da Praça do Patriarca, em 1992, com seu pórtico, e a reforma da Pinacoteca, em 1993. Por esta última, levou pelo segundo ano consecutivo o Mies van der Rohe de Arquitetura Latino-Americana, em 2000.

    Continua após a publicidade

    Foi o segundo brasileiro a ganhar a honraria mais importante da arquitetura, o Prêmio Pritzker, em 2006. O primeiro havia sido Oscar Niemeyer, em 1988.

    Junto de seu filho Pedro, projetou o Museu da Língua Portuguesa, em 2006. Depois do incêndio pelo qual foi atingido em 2015, foi restaurado com o auxílio da dupla.

    +Assine a Vejinha a partir de 8,90.

    A capital portuguesa, Lisboa, foi a única cidade fora do Brasil a abrigar uma obra de Paulo, que desenhou a nova sede do Museu Nacional dos Coches, aberta ao público em 2015.

    foto da cadeira paulistano, de lado
    Cadeira Paulistano, de 1957: no acervo do Museu de Arte Moderna de NY (Divulgação/Divulgação)
    Continua após a publicidade

    O último grande projeto concluído pelo arquiteto foi o retrofit do prédio que abriga o Sesc 24 de Maio, inaugurado em 2017, no centro de São Paulo, com treze andares, espelho de água, piscina na cobertura e concreto aparente em toda a estrutura. Dois de seus desenhos seguem inacabados por problemas financeiros e governamentais — o Cais das Artes, em Vitória, e a Praça dos Museus, na USP.

    Em setembro de 2020, doou seu acervo pessoal (cerca de 8 000 desenhos, 3 000 fotografias e slides e um conjunto de maquetes) para a Casa da Arquitectura, em Portugal. A decisão gerou polêmica, à qual Paulo Mendes da Rocha respondeu dizendo que tinha liberdade para fazer o que quisesse.

    +Assine a Vejinha a partir de 8,90.

    Continua após a publicidade

     

     

    Publicado em VEJA São Paulo de 02 de junho de 2021, edição nº 2740

     

     

    Publicidade

    Essa é uma matéria fechada para assinantes.
    Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

    Domine o fato. Confie na fonte.
    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas
    Impressa + Digital no App
    Impressa + Digital
    Impressa + Digital no App

    Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

    Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
    *Assinantes da cidade do SP

    A partir de 29,90/mês