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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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‘Valor Sentimental’ trabalha sutilezas e tensões em família disfuncional

Joachim Trier e Renate Reinsve reúnem-se em obra difícil de engolir, que é grande concorrente do Brasil na disputa por indicação ao Oscar

Por Mattheus Goto 25 dez 2025, 08h00
Nora (Renate Reinsve) e Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas): abraço emocionalmente carregado em 'Valor Sentimental'
Nora (Renate Reinsve) e Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas): abraço emocionalmente carregado em 'Valor Sentimental' (Kasper Tuxen/Divulgação)
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A combinação de Joachim Trier com Renate Reinsve já bastou para gerar interesse por Valor Sentimental. A dupla tem uma legião de fãs apaixonados depois do sucesso do maravilhoso A Pior Pessoa do Mundo (2021). Para completar, o novo longa venceu o Gran Prix do Festival de Cannes e foi escolhido como representante da Noruega na disputa por indicação ao Oscar — é um dos grandes concorrentes do Brasil.

Diretor e atriz reúnem-se novamente para refletir sobre questões emocionais difíceis vividas por jovens adultos. Aqui, o foco é a família, do amor incondicional por uma irmã ao relacionamento conturbado com um pai.

Nora (Renate) é uma atriz de teatro com pânico de subir ao palco. Quem lhe dá um apoio fundamental é a afetuosa irmã, Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas), historiadora acadêmica que vive com o marido e o filho na casa em Oslo onde cresceu com Nora e a mãe falecida.

O retorno do pai distante, Gustav (Stellan Skarsgård), à vida das duas traz perguntas do passado. Ele é um diretor aclamado que estava em hiato na profissão e o motivo da volta é um convite para a filha atriz ser a protagonista de seu novo projeto, argumentando se tratar de um tema muito pessoal.

Ela imediatamente nega a proposta, devido a feridas do passado e ao risco de se aproximar da figura paterna. Gustav decide então convidar uma jovem estrela de Hollywood, Rachel Kemp (Elle Fanning), que aceita o papel. No entanto, todos percebem que se trata de um assunto íntimo demais, que vai demandar uma resolução da família.

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É muito bonito como o diretor trabalha as sutilezas de cada personagem. Um simples abraço entre irmãs torna-se uma das cenas mais emocionalmente carregadas.

Claro, as performances impecáveis também são fundamentais para a eficácia desses momentos. Há também pinceladas de luto e embate entre gerações.

NOTA: ★★★★☆

Publicado em VEJA São Paulo de 26 de dezembro de 2025, edição nº 2976

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