Avatar do usuário logado
Usuário
Imagem Blog

Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Um guia com críticas, notícias, entrevistas e eventos sobre cinema e streaming

‘Pluribus’: uma série altamente viciante, do criador de ‘Breaking Bad’

Nova série do Apple TV, criada por Vince Gilligan, tornou-se a mais assistida em toda a história da plataforma

Por Mattheus Goto 5 dez 2025, 08h00 • Atualizado em 18 dez 2025, 14h09
Rhea Seehorn no papel principal: do riso às lágrimas como Carol Sturka em 'Pluribus'
Rhea Seehorn no papel principal: do riso às lágrimas como Carol Sturka em 'Pluribus' (Apple TV+/Divulgação)
Continua após publicidade
  • A série Pluribus é um prato cheio. Dá vontade de devorar os nove episódios de uma vez, mas o último capítulo só vai ao ar no Apple TV em 26 de dezembro.

    A nova ideia mirabolante de Vince Gilligan, mente por trás de Breaking Bad (2008) e Better Call Saul (2015), pode parecer uma ficção científica com zumbis e alienígenas, mas se mostra muito realista ao olhar atento.

    Carol Sturka (vivida pela sensacional Rhea Seehorn) é uma escritora infeliz com a própria vida e os romances femininos que produz, apesar do sucesso de vendas. Em uma noite comum, durante uma viagem para divulgar um novo lançamento, todas as pessoas à sua volta ficam inconscientes em uma espécie de transe global.

    Ela descobre então que um vírus extraterrestre infectou toda a população e transformou-a em uma grande massa com consciência coletiva, marcada pela felicidade. Apenas Carol e outros doze indivíduos são imunes à contaminação apocalíptica.

    Enquanto a consciência tenta entender por que essas pessoas não se encaixam, a protagonista busca encontrar algum sentido para o que está acontecendo e reverter essa praga que atinge a humanidade.

    Continua após a publicidade

    Uma representante da massa, a Zosia (Karolina Wydra, também espetacular), acompanha Carol de perto nesse entrave, da forma mais amigável e acolhedora possível, fornecendo comida e atendendo qualquer pedido. Ela é capaz de responder perguntas e explicar curiosidades como a etimologia da palavra “vodka” — a consciência é uma compilação do conhecimento de todas as pessoas infectadas.

    Quando Carol se reúne com alguns dos “sobreviventes” da condição biológica imperativa, fica chocada quando os colegas não manifestam o mesmo interesse em mudar as coisas para como eram antes.

    Surgem os dilemas: por que tentar mudar um mundo sem conflitos? Será que vale a pena pôr fim à paz para lutar pela individualidade? O que nos faz ser nós mesmos? A série faz uma análise sobre a natureza humana, identidade, sociedade e propósito.

    Continua após a publicidade

    Pode ser lida na superfície como uma alegoria para a inteligência artificial, que tem despertado as discussões sobre o valor das criações humanas. Tudo isso com um ritmo viciante e um roteiro redondo e sem excessos, que confia na inteligência do espectador.

    Por ora não há confirmação de segunda temporada, mas deve haver, já que o criador imaginou um total de quatro levas e se tornou a maior estreia de uma série dramática na história do Apple TV.

    NOTA: ★★★★★

    Publicado em VEJA São Paulo de 5 de dezembro de 2025, edição nº 2973

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.
    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas
    Impressa + Digital no App
    Impressa + Digital
    Impressa + Digital no App

    Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

    Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
    *Assinantes da cidade do SP

    A partir de 29,90/mês