Festival de Berlim: Brasil ganha destaque em diferentes categorias
Gabriel Mascaro e Anna Muylaert estão entre os representantes do país, com filmes bem recebidos pela crítica no evento
O cinema brasileiro está brilhando na 75ª edição do Festival de Berlim, que termina no domingo (23).
Um dos destaques é O Último Azul, do recifense Gabriel Mascaro, que concorre na competição oficial. estrelado por Denise Weinberg e Rodrigo Santoro, o longa se passa em uma Amazônia distópica, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional. Uma mulher de 77 anos sai em busca de realizar seu último desejo.
“É um filme sobre o direito de sonhar”, comenta o cineasta. “Fiquei muito feliz de ver o filme ressoando no mundo.” Está entre um dos mais bem avaliados da seleção.
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A paulistana Anna Muylaert também foi a Berlim lançar seu próximo longa, A Melhor Mãe do Mundo, na seção Berlinale Special. A trama acompanha Gal (Shirley Cruz), uma catadora de recicláveis que foge do marido (Seu Jorge), após tentar denunciá-lo e ser ignorada, e sai em uma jornada com os filhos por são Paulo.
“Voltar a Berlinale depois de dez anos, pela terceira vez, com uma terceira protagonista mãe, é muito simbólico e mágico”, diz ela. “As pessoas gostaram muito e o filme mostrou uma vocação popular interessante.”
A representante brasileira na seção Generation Kplus, dedicada ao universo infanto-juvenil, é Rafaela Camelo, com A Natureza das Coisas Invisíveis. “Fala de sentimentos universais, como o luto e a perda”, detalha.
Na seção de curtas, Rosa Caldeira é o único brasileiro competindo, com Anba Dlo. “É uma validação tanto para a obra quanto para nossas trajetórias”, ele afirma.
Houve ainda a estreia das séries Máscaras de Oxigênio (Não) Cairão Automaticamente, com direção de Marcelo Gomes, Reencarne, de Bruno Safadi, e De Menor, de Caru Alves de Souza.
“Estou muito feliz de estar aqui e contar a história do HIV no Brasil, de dor alegria”, afirma Gomes.
Publicado em VEJA São Paulo de 21 de fevereiro de 2025, edição nº 2932







