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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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Nova animação da Pixar, ‘Elio’ é mistura de ‘Luca’ com ‘Lilo & Stitch’

Filme conta narrativa, com atmosfera queer, de menino obcecado por alienígenas, que é abduzido

Por Mattheus Goto
20 jun 2025, 08h00 • Atualizado em 20 jun 2025, 11h02
Menino sonhador e criativo: Elio fora da Terra
Menino sonhador e criativo: Elio fora da Terra (Disney Pixar/Divulgação)
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  • Prepare-se para se emocionar com mais um filme da Disney Pixar. A receita de Elio, dirigido por Madeline Sharafian, Domee Shi e Adrian Molina, dá uma noção de seu sucesso: um pouco de Luca (2021), uma porção generosa de Lilo & Stitch (2002) e uma pitada de Alien, O Oitavo Passageiro (1979) — não tão literalmente, claro.

    Esses ingredientes criam uma aventura mágica e facilmente identificada por pessoas queer. É uma história de insatisfação com a vida na Terra e a vontade de viver algo maior e diferente do cenário à sua volta.

    Elio (dublado em inglês por Yonas Kibreab) é um menino que sofre um trauma quando os pais morrem em um acidente trágico. Sob os cuidados da tia, Olga (Zoë Sadaña), sente-se deslocado e malquisto.

    O interesse por alienígenas e espaço sideral vira uma válvula de escape e ele recorre ao envio de sinais para fora do planeta, na expectativa de ser abduzido e se sentir pertencente.

    Ninguém acredita nele, mas o esforço surte efeito. O garoto é transportado para o Comuniverso, uma organização interplanetária que abriga representantes de galáxias de todo o universo.

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    No entanto, é erroneamente interpretado como embaixador da Terra e precisará forjar habilidades diplomáticas quando um inimigo, Lorde Grigon (Brad Garrett), compra uma briga contra os novos colegas. Para fazer parte da organização, ele deve se provar e chegar a um acordo.

    No meio do caminho, cria amizade com o filho do vilão, Glordon (Remy Edgerly), uma espécie de larva extraterrestre desajeitadamente carismática. Elio terá que conciliar as vontades de todos e descobrir quem realmente é.

    O estilo da animação é deslumbrante. O filme emociona, com um desenvolvimento interessante e final imprevisível, o que é um grande feito para animações da Disney.

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    Só não vai mais longe por evitar tocar explicitamente em assuntos como, justamente, a questão queer. Acaba dependendo da bagagem de cada espectador ao assistir.

    O diretor Adrian Molina, que é gay, deixou o projeto em agosto do ano passado. Soa como uma contradição, como se a Disney estivesse preocupada com a recepção das audiências que vilaniza.

    A Pixar passa por grandes dilemas após as frustrações com as estreias de animações na pandemia e dois adiamentos do lançamento de Elio. A obra estava prevista para março de 2024 e passou por mudanças (Olga era a mãe na primeira versão, a abdução seria acidental e Grigon, apenas um alívio cômico), com o objetivo de agradar um público amplo.

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    A estreia mudou ainda de 12 para 19 de junho para não competir com Como Treinar o Seu Dragão.

    NOTA: ★★★★☆

    Publicado em VEJA São Paulo de 20 de junho de 2025, edição nº 2949

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