Indicado ao Oscar, ‘Arco’ desperta a criança interior em cada um de nós
Animação francesa de Ugo Bienvenu tem produção de Natalie Portman e conta história de menino no ano de 2932
A magia e o encanto em Arco são sensações raras no cinema. Em tempos de digitalização e inteligência artificial, a animação francesa desenhada a mão mostra como a imaginação e a criatividade humana superam as máquinas.
Produzido por Natalie Portman, o filme acompanha Arco, um menino de 10 anos que vive no ano de 2932, em um futuro utópico, que sonha em ver um dinossauro. As pessoas são capazes de voar e viajar no tempo, mas ele ainda não tem idade para isso.
Um dia, na ansiedade, ele pega a capa da irmã e sai pelos céus, porém se perde acidentalmente no ano de 2075 e não consegue voltar. Lá, conhece uma menina chamada Iris, frustrada pela ausência dos pais e igualmente sonhadora, e eles se unem ao robô cuidador Mikki para tentar levá-lo de volta ao seu mundo.
O filme de Ugo Bienvenu, indicado ao Oscar, constrói uma das afirmações mais bonitas deste ano no cinema, com uma cena final emocionante, à la Interestelar (2014).
Desperta a criança interior em cada um de nós, ao explorar a esperança no mundo, e faz uma análise sobre meio ambiente, tempo e tecnologia.
NOTA: ★★★★☆
Publicado em VEJA São Paulo de 6 de março de 2026, edição nº 2985







