Documentário ‘Apolo’ acompanha gestação de casal de pessoas trans
Obra marca estreia de Tainá Müller na direção de longas-metragens e mostra ataques transfóbicos e despreparo do sistema
O casal formado por Ísis Broken e Lourenzo Gabriel, ambos pessoas transgênero, protagoniza o documentário Apolo. Com a direção sensível de Tainá Müller, junto da própria retratada Ísis Broken, o filme apresenta a gestação de um filho — cujo nome inspirou o título — na barriga do pai, Lourenzo.
Enquanto se escreve uma carta de amor para a criança, os ataques transfóbicos e a falta de preparo do sistema dificultam o processo. Imagens reais de ocorridos chocam e relatos íntimos fazem refletir.
Mas a abordagem não reduz a narrativa dos dois às violências das quais são vítimas. Além de atitudes acolhedoras, há uma mensagem positiva, com uma perspectiva de futuro melhor para o menino.
O olhar das diretoras e a trilha sonora de Plínio Profeta se destacam. Não por acaso, receberam prêmios no Festival do Rio e no MixBrasil.
NOTA: ★★★☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 5 de dezembro de 2025, edição nº 2973





