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Vinho e Algo Mais

Por Por Marcelo Copello Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Especialista na bebida, Marcelo Copello foi colunista de Veja Rio. Sua longa trajetória como escritor do tema inclui publicações como a extinta Gazeta Mercantil e livros, entre eles "Vinho e Algo Mais" e "Os Sabores do Douro e do Minho", pelo qual concorreu ao prêmio Jabuti

Missão impossível: agradar a todos na ceia de Natal

Escolher os rótulos do jantar de família pode ser um grande desafio

Por Marcelo Copello
12 dez 2025, 06h00 •
Taças de vinhos e luzes de natal
Vinhos no Natal: como agradar a todos? (Freepik/Divulgação)
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  • Todo ano é sempre igual: chega o Natal e eu tenho de escolher o vinho da ceia. Ou os vinhos. Como sou o especialista da família, essa tarefa sempre recai sobre mim. Aparentemente, se eu trabalho com a bebida, devo saber exatamente o que cada um quer tomar. Mas não é bem assim. Agradar a todos é uma missão quase impossível.

    Começa por meu pai. Já idoso, sabe do que gosta e não pretende mudar. Ele tem uma hierarquia mental rígida, imutável, quase militar: em primeiro lugar, vinhos da França. Em segundo, qualquer importado. Em terceiro, os nacionais. E pronto. Não importa se o vinho é excelente, mediano, caro ou barato. o gosto dele é geográfico, não sensorial.

    Minha mãe não bebe mais, a não ser que seja champanhe (e ela chama de champanhe qualquer coisa que borbulhe). Minha irmã é mais simples de agradar: gosta de qualquer coisa fácil de beber, de preferência, levemente adocicada. Nada muito tânico, nada muito ácido. Se o vinho “desce fácil”, já ganhou o sorriso dela.

    Meu irmão é ainda mais direto. Para ele, a regra é uma só: taça sempre cheia. De preferência com um tinto. Se for malbec, então, melhor ainda. Não importa de onde vem, como foi feito ou o estilo, o importante é o fluxo. A cunhada, sempre elegante, depois de ler uma de minhas colunas decidiu que só bebe brancos. Chandonnay barricado sempre funciona para ela.

    Minha atlética sobrinha aderiu aos vinhos sem álcool. Mas ela se resolve muito bem: leva a própria garrafa na bolsa. Zero álcool, zero trabalho pra mim. Meu cunhado tem outro critério: o preço. Na verdade, o preço que aparece no Vivino. Ele fotografa a garrafa, consulta o aplicativo e, se o valor for alto, exclama em voz alta, com admiração. Funciona com qualquer rótulo, desde que o número impressione.

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    Volto ao meu dilema: como agradar todos esses paladares tão diferentes? Sempre chego à mesma conclusão: é impossível agradar 100%. Mas é possível contar uma boa história.

    No fundo, percebi que isso é o que realmente importa. Se o vinho vem acompanhado de uma narrativa bonita, curiosa ou engraçada, todos o apreciam mais. A história enaltece o líquido. O vinho vira conversa. E a mesa se une. Porque o que vale, mesmo, é o brinde.

    duas garrafas e fundo branco
    Sugestão de rótulos (Reprodução/Divulgação)
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    Maison Ginestet Sauternes Signature 2020
    De sémillon (75%), sauvignon blanc (20%) e muscadelle (5%), com 25% em barrica por seis meses. Dourado claro. Aromas de damasco, casca de laranja e mel, com botrytis bem integrada. Paladar untuoso, equilibrando doçura e acidez. R$ 517,90 na Grand Cru.

    Matetic EQ Granite Pinot Noir
    Da vinícola Matetic, do Vale de Casablanca, no Chile. 100% pinot noir, com doze meses em barricas de carvalho francês. No aroma mostra notas de cereja, framboesa e leve floral, com notas minerais. Em boca, é preciso, macio e de taninos finos. A madeira é discreta e bem integrada, trazendo apenas estrutura e especiarias ao conjunto. Um pinot chileno elegante e equilibrado. R$ 414,90 na Grand Cru.

    Publicado em VEJA São Paulo de 12 de dezembro de 2025, edição nº 2974.

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