Minha outra São Paulo
São Paulo é feita de um pedaço de todo mundo, seja de uma parte do Brasil ou de fora dele, de passagem ou para fincar bandeira, a gente se encontra aqui
Não nasci em São Paulo, mas foi nessa cidade que eu descobri o que é viver. São Paulo é feita de um pedaço de todo mundo, seja de uma parte do Brasil ou de fora dele, de passagem ou para fincar bandeira, a gente se encontra aqui. Obviamente
a minha São Paulo é feita de gente e para comemorar os seus 472 anos, algumas pessoas que cruzaram o meu caminho e me dão orgulho de ter um CEP neste lugar.
A minha outra São Paulo é feita com as cores do Speto, Volpi, Zeh Palito, Tarsila e Vik Muniz. Uma cidade edificada por Lina Bo Bardi, Ruy Ohtake, Paulo Mendes da Rocha e Fernando Forte.
Com o olhar sensível de Paulo Vicelli, Andrea Pinheiro, Camila Guarita e Adriano Pedrosa. E Hanayrá Negreiros, Fernanda Feitosa e Luísa Strina. De Felipe Assis e Lissa Carmona. De Nara Roesler. Uma SP com o fervo de Rubens
Amatto, Rafael Maia e Werik Andrade, Júlio Cesar Oliveira, Saulo Henrique, Tutu Moraes, Márcia Pantera, Cacá Ribeiro, Adilson Trindade, Valentina Luz, Simoninha e do Acadêmicos do Baixo Augusta. Priscila Borgonovi que é a minha São Paulo toda.
Uma cidade com o empreendedorismo do Alê Natacci, Facundo Guerra e Renata Vanzetto. Com a resistência de Marcinha do Corintho, Eloína dos Leopardos, Iran Giusti, Neon Cunha e Padre Júlio Lancellotti. Uma São Paulo com o som do KL Jay,
Milton Chuquer, Tom Zé, Mano Brown e Arnaldo Antunes. A música de Fabiana Cozza, Tássia Reis, Jup do Bairro, Emicida, Noite Ilustrada e ROM Santana.
A São Paulo com o teatro de Vera Holtz, Martha Nowil, Leona Cavalli, Monique Gardenberg, Felipe Hirsch e o teatro Oficina e o de Contêiner. A moda paulistana de Pedro Andrade, Fernanda De Goeye, Felipe Matayoshi, Airon Martin e Rafaella Caniello.
Eduardo Toldi, Luiza Rosas e Pedro Lourenço. O povo da moda como Donata Meirelles, Dudu Bertholini, Sabrina Sato, Helena Barbero, Jana Rosa e Isabella Fiorentino. E Stephanie Wenk. A São Paulo do Rodeio, do Sujinho, do Mocotó, do
Samambaia, do DOM e do Dalva e Dito. Do Spot e Sergio Kalil. De Rosa Raw e Rosa Moraes. Do Atala, da Paola Carosella, da Helena Rizzo, do Benny Novak e do Ricardo Garrido. Da Janaína Rueda, Bel Coelho e Mara Salles. De Manu Ferraz e Morena
Leite.
A São Paulo do Jorge Elias, da Erika Hilton, André Almada e Antenor Romero Neto. Uma São Paulo de show com Mara Natacci e Patrícia Lucci. Do maestro João Carlos Martins, da Roberta Martinelli e da Sarah Oliveira.
Uma Paulo cinematográfica com Vera Egito e do Heitor Dhalia, do Fernando Meirelles, Denise Fraga, Alice Braga e Bruna Lombardi. De Julio Andrade, Alessandra Negrini e Carol Abras. A São Paulo do Pagode da 27, do Funilaria, do São Paulo Surf Club. Do Formosa, do Fasano, do Boca de Ouro e do Tan Tan. E de metade da minha vida aqui, no Bar Balcão.
A São Paulo da saúde do Fabio Gaiotto, Ludmila Hajjar, Roberto Kalil Filho, Thelminha e do David Uip. Os drinks paulistanos de Neli Pereira e Alê Dagostinho.
A São Paulo de Miguel Nicolelis, Laerte, Gilberto Dimenstein, Mario Sergio Cortella, Djamila Ribeiro, Fernando Luna, Vera Iaconelli e Maria Prata. E de Renan Quinalha. A São Paulo de Natuza Nery, Patrícia Campos Melo, Julia Duailibi e Marília Gabriela.
A São Paulo de Vera Valdez, Clô Orozco, Glória Kalil, Constanza Pascolato e de Natalie Klein. De Ocimar Versolato e Conrado Segreto. A São Paulo do Leão Serva, Augusto Arruda Botelho, Lorena Calabria e Adriane Galisteu. Uma São Paulo da Cris Naumovs, da Bia Aydar, Otávio e Gustavo Pandolfo, Noemi Jaffe, Maria Alcina, Cacilda Becker, Pitty e
Marisa Orth.
A São Paulo generosa de Ana Eliza Setúbal. Uma São Paulo de José Victor Oliva, Ismael Martins (Isma), Bob Wolfenson, Jaqueline Goes de Jesus, Paulo Lima e Fernanda Diamant, Edu Lyra, Péricles e Luisa Matsushita. De Contardo
Calligaris e Milhem Cortaz. De Rita Cadillac. Ricardo Corrêa, Rita Lee, Fernanda Young, Delfim Neto e Zé Celso. Abílio e João.
Toda essa turba de gente, representando tantas outras, nascidos ou criados, essa é a minha outra São Paulo e é ela que eu comemoro hoje.
Danilo Miranda, essa coluna é para você.





