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Filmes e Séries - Por Barbara Demerov

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A Vizinha da Mulher na Janela: Netflix lança paródia repleta de clichês de suspense

Série de oito episódios é protagonizada por Kristen Bell e tira sarro do longa A Mulher na Janela, de 2021, que não foi bem recebido

Por Barbara Demerov 28 jan 2022, 06h00 •
Imagem mostra mulher de roupão, com um livro e uma taça de vinho na mão, sentada no sofá
A Vizinha da Mulher na Janela: Kristen Bell interpreta mulher solitária que presencia um crime. (Coleen E. Hayes/Netflix/Divulgação)
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  • Quando A Mulher na Janela estreou na Netflix, em 2021, nem mesmo a estrela Amy Adams foi capaz de reduzir as críticas negativas acerca de uma história que, para o público, é previsível e um tanto confusa.

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    Agora, o próprio gigante do streaming se apoiou nessa fria recepção para fazer o caminho inverso: em vez de produzir continuações ou refilmagens, o foco agora é satirizar a trama de uma personagem que vive à base de vinho e remédios e jura ter testemunhado um crime horrendo no vizinho da frente.

    O resultado desse projeto é a série A Vizinha da Mulher na Janela, com oito episódios de trinta minutos cada, que traz Kristen Bell, uma comediante de peso, no papel principal. A trama é bizarramente idêntica — com a adição de tiradas cômicas que vão direto ao alvo: criticar a obviedade de histórias como A Mulher na Janela e A Garota no Trem, que se levam muito a sério, mesmo sem possuir tanta profundidade.

    Kristen interpreta Anna, uma mulher deprimida e divorciada que se isola em sua casa a maior parte do tempo. Ela passa seus dias preenchendo suas taças de vinho até o limite e fugindo da socialização. Mas esse “sossego” muda quando conhece seu novo vizinho e, pouco tempo depois, vê uma mulher sendo assassinada na casa dele.

    A partir desse momento de espanto, uma sucessão de clichês e deboches acontece de modo desregrado. Desde a investigação que faz em segredo até chegar à descoberta de quem cometeu o crime, Anna leva o espectador a uma jornada estranha e que ao mesmo tempo prende a atenção. Dessa forma, fica claro que o modelo batido de suspenses previsíveis possui seu valor no entretenimento.

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    Publicado em VEJA São Paulo de 2 de fevereiro de 2022, edição nº 2774

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