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Filmes e Séries - Por Barbara Demerov

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Bar Doce Lar, dirigido por George Clooney, funciona mas não engaja

Com Ben Affleck no elenco, longa disponível no Amazon Prime Video é baseado em livro homônimo do escritor e J.R. Moehringer

Por Barbara Demerov
14 jan 2022, 06h00 •
Imagem mostra diversos homens em uma bancada de um bar.
Ben Affleck integra elenco de Bar Doce Lar, no Amazon Prime Video. (Amazon.com/Divulgação)
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  • ✪✪✪ George Clooney na direção, Ben Affleck entre os protagonistas e o premiado roteirista William Monahan (vencedor do Oscar por Os Infiltrados). A escalação é promissora, mas Bar Doce Lar, filme do Amazon Prime Video, não é exatamente um arrasa-quarteirão.

    Com ritmo cadenciado e uma trama que pouco foge do convencional, o drama, inspirado no livro de J.R. Moehringer, narra a infância e a juventude do autor, entre as décadas de 70 e 80.

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    Filho de pai ausente, o garoto (interpretado inicialmente por Daniel Ranieri, e depois por Tye Sheridan) vive na casa dos avós (Sondra James e Christopher Lloyd, o inesquecível Doc Brown em De Volta para o Futuro), ao lado da mãe (Lily Rabe) e do tio Charlie (Affleck). Este é seu principal conselheiro e dono do bar onde acontece boa parte da ação.

    A relação entre J.R. e Charlie, que assume o papel de figura paterna, é o ponto alto do filme, alternando momentos de humor e cenas mais sérias. Porém, conforme o personagem central sai do ninho para começar a faculdade, se apaixonar e passar pelas primeiras experiências como escritor, a impressão é que a história perde profundidade.

    Para compensar a falta de engajamento emocional, a trilha sonora apela fortemente à nostalgia, incluindo sucessos do rock americano da época, numa tentativa de aproximar o público do filme. Funciona, mas Clooney (diretor do ótimo Boa Noite e Boa Sorte) poderia ter feito mais.

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    Publicado em VEJA São Paulo de 19 de janeiro de 2022, edição nº 2772

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