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Filmes e Séries - Por Barbara Demerov

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365 Dias: Hoje, na Netflix, é sequência penosa que não deveria existir

Ainda mais que no primeiro filme, cenas de sexo são priorizadas e as reviravoltas têm menos sentido

Por Barbara Demerov
28 abr 2022, 20h11 • Atualizado em 29 abr 2022, 14h15
Um casal de noivos
365 Dias: Hoje continua a história romântica de Massimo e Laura (Netflix/Divulgação)
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  • ✪ Quando 365 Dias foi lançado na Netflix em 2020, não demorou muito para o filme entrar no Top 10 do streaming e assim permanecer por algumas semanas. O chamado “soft porn” foi extremamente criticado e, ao mesmo tempo, visto por milhões de pessoas. O motivo? O romance do casal Laura e Massimo – que possui o maior estilo de Christian Grey e Anastasia, de Cinquenta Tons de Cinza – é permeado de cenas de sexo.

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    Não é novidade que o gênero atrai a atenção do público. Curiosos de plantão e fãs da história impulsionaram 365 Dias a ponto de a Netflix lançar uma sequência, que entrou no catálogo nesta quarta (27). Um dia depois e o drama erótico (que é baseado em uma trilogia de livros) já está no Top 1, como o esperado.

    Mas a história realmente precisava de uma continuação?

    O primeiro longa conta a história de Laura Biel, jovem que sai de férias para Sicília com o namorado e alguns amigos. Em seu aniversário de 29 anos, Laura é sequestrada pelo chefe de uma família da máfia italiana. Massimo, um homem misterioso e sedutor, mantém a mulher presa em sua propriedade com a promessa de tentar fazer Laura o amar no período de 365 dias.

    A problemática sinopse (que envolve uma clara Síndrome de Estocolmo) evolui para o improvável romance, temperado com muitas cenas de sexo em diversos locais. No primeiro filme, ainda há uma questão envolvendo o passado de Massimo e seu envolvimento na máfia, culminando em um desfecho trágico: Laura é morta (ou, pelo menos, era o que se esperava) quando o inimigo de Massimo a encontra.

    Em 365 Dias: Hoje, no entanto, o conflito demora cerca de 1h para ser desenvolvido. Em pouco mais de 1h50, somente as inúmeras cenas de sexo e a exagerada trilha-sonora são destaques. Não há nada que possa ser discutido ali. Massimo e Laura se casam e são felizes, a protagonista faz compras com a amiga e as sequências expõem a beleza do lugar onde mora. O longa parece um clipe musical feito para agradar fãs.

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    Quando o personagem Nacho entra na narrativa, há um pouco de “tempero”, mas sua presença apenas traz reviravoltas sem o menor sentido. Laura entende que foi traída por Massimo e, logo, sai da propriedade onde morava com o marido para viver com Nacho. Tudo acontece de forma veloz, sem muitas explicações, e a montagem do filme pouco ajuda neste aspecto.

    365 Dias: Hoje é a prova de que, às vezes, o algoritmo vence a qualidade. Em tempos de streaming e diversas estreias para se acompanhar semanalmente, é evidente que há uma batalha para conquistar o topo. A história de Laura e Massimo não possui força alguma para ser relevante, mas, por ser montada com atores atraentes e paisagens belíssimas, conquistou boa parte do público. E a adição de reviravoltas cafonas dentro de um relacionamento polêmico é a cereja do bolo. A fórmula do sucesso é simples.

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