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A Tal Felicidade

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Saúde, bem estar e alegria para os paulistanos

Ser feliz na escola

Diretora do Colégio Pentágono reflete sobre a possibilidade de felicidade dentro do ambiente escolar

Por Denise Desiderá, em depoimento a Helena Galante
10 jun 2022, 06h00 •
Ilustrações de ícones relacionados ao universo escolar
Universo escolar (Divulgação/Divulgação)
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  • O que é ser feliz? Essa é uma das principais perguntas da humanidade e, ao longo de nossa história, sempre tentamos responder-lhe da forma que melhor nos convém.

    Trabalhando em escola há 25 anos, acredito que a felicidade se encontra nas crianças correndo, em suas risadas na hora do intervalo. Para nós da equipe pedagógica, é ver o desenvolvimento dos alunos desde a educação infantil até a formação desses estudantes no ensino médio.

    Entre as muitas possibilidades, uma que sempre gosto de lembrar é a versão da felicidade para a psicologia, que nos mostra que nascemos para o prazer — as sensações acumuladas nas experiências representariam a tal felicidade. Outro ponto importante são os relacionamentos sociais, a interação com a sociedade.

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    Sabemos também que, para viver em sociedade, precisamos entender que alguns prazeres precisam ser contidos. Aprendemos isso com o tempo, com a vida. O primeiro núcleo social importante, nesse sentido, é a família e, em seguida, a escola, que os pais ou responsáveis devem escolher em acordo com seus valores.

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    A dúvida, então, muda de forma. Se ser feliz é experimentar sentimentos positivos, será que é possível ser feliz na escola, onde há regras para convivência harmônica? A boa notícia é que a felicidade depende de contrapontos. Aos poucos passamos a entender que há espaços para cada tipo de emoção, e muito disso se aprende na escola. Considerando um colégio que tem alunos de 3 a 17 anos, garantir a felicidade de todos depende de uma postura proativa, que entenda as características de cada idade.

    Para mim, a felicidade na escola começa quando os alunos percebem o interesse do professor por eles. Esse interesse, que às vezes o aluno entende como acolhimento, é fundamental para criar o entendimento de que há um outro também nos ajudando a sermos felizes. Conquistar um aluno pelo afeto, principalmente os mais novos, é o caminho mais eficaz para o desenvolvimento da aprendizagem.

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    A escola, contudo, não é um espaço de relacionamento apenas no contexto entre aluno e professor. Mais do que isso, o ambiente escolar também é uma oportunidade para que a criança possa pertencer a um grupo de amigos e integrá-lo. Essa relação nutrida de forma saudável gera alegria, satisfação, esperança e, portanto, felicidade.

    Outro ponto é o estímulo a recompensas. Quando o aluno estuda e vê o seu esforço no resultado e percebe assim quanto aprendeu, ele certamente está no caminho para alcançar a felicidade mais genuína no espaço escolar. Estamos falando, portanto, da construção de uma relação de confiança e parceria, na qual a família participa também ativamente ao estabelecer pontes com o colégio.

    Oferecer felicidade aos alunos é uma tarefa que demanda uma compreensão holística das necessidades de um jovem, entendendo seus medos, inseguranças, vontades e sonhos. Ter seu estado emocional considerado e cuidado faz com que o aluno se sinta compreendido.

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    Por fim, a felicidade é representada na alegria de brincar livremente, sem nem notar que se está sob a supervisão das professoras. É contar nos dedos o tempo que falta até a hora do parque. É o abraço apertado na despedida dos pais rumo à sala de aula. Ou anos mais tarde, quando regressamos ao colégio e nos lembramos, sorrindo, de tudo o que vivemos ali. É assim que as crianças chegam à felicidade plena na escola: sendo apenas felizes.

    Denise Desiderá aparece sorrindo
    Denise Desiderá é diretora no Colégio Pentágono há dez anos. Todo dia, ela reflete sobre como é possível ser feliz na escola. (Divulgação/Divulgação)

    A curadoria dos autores convidados para esta seção é feita por Helena Galante. Para sugerir um tema ou autor, escreva para hgalante@abril.com.br

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    Publicado em VEJA São Paulo de 15 de junho de 2022, edição nº 2793

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