Após participar da Bienal, Manauara Clandestina ganha individual na Mitre
'TRANSCLANDESTINA 3020' reúne obras em tecido, vídeo e fotografias
Após uma participação importante na 36ª Bienal de São Paulo (2025-2026), onde apresentou uma coleção de roupas feita a partir de uniformes de trabalho, Manauara Clandestina traz sua arte para a Mitre, galeria mineira que ganhou sede paulistana em março de 2025. Com texto curatorial de Aldones Nino, a individual TRANSCLANDESTINA 3020 reúne obras em tecido, vídeo, fotografias e objetos que trazem uma reflexão sobre imigração e construção de redes de cuidado.
O upcycling, reuso de materiais descartados para criar novos objetos, conceito amplamente aplicado na moda, é usado como gesto político, como nas vestimentas feitas a partir de uniformes.
Nascida em Manaus (AM), Manauara é uma artista trans, filha de missionários evangélicos, que começou sua produção artística nos cultos pentecostais, sempre atravessada pela espiritualidade. Em suas produções, parte de experiências pessoais e coletivas para elaborar crônicas sobre a travestilidade em suas múltiplas dimensões.
Mitre Galeria. Rua da Consolação, 2761, Jardins. →. Seg. a sex., 10h/19h. Sáb., 10h/16h. Grátis. Até 14/3.
Publicado em VEJA São Paulo de 13 fevereiro de 2026, edição nº2982







