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“É urgente atingir muitas pessoas”, diz britânica Es Devlin, em cartaz em SP

Com trinta anos de carreira, artista já trabalhou com superestrelas como Lady Gaga, Bad Bunny e Beyoncé

Por Ana Mércia Brandão 22 mar 2026, 08h00
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Es Devlin (Casa Bradesco/Divulgação)
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A cenógrafa e artista britânica Es Devlin está em cartaz na Casa Bradesco até o dia 27 de julho, com a exposição Sou o Outro do Outro. A mostra é composta de seis instalações imersivas e interativas, desenvolvidas com a equipe da instituição aqui na capital paulista.

Há mais de três décadas, a britânica de 54 anos se divide entre o trabalho como artista plástica e como cenógrafa — ela é responsável pelo espetáculo visual visto em turnês de nomes como Lady Gaga, Bad Bunny e Beyoncé, e por grandes eventos, como a abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Saiba mais sobre a exposição aqui e confira a entrevista com Es abaixo.

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‘Mirror Maze’: labirinto de espelhos, em cartaz na exposição (Nelson Kon/Divulgação)

Três perguntas para Es Devlin

O que busca transmitir com sua arte?

Nesse momento, em que há cada vez mais divisão entre as pessoas, a coisa mais urgente para a arte oferecer é uma renúncia da separação e um entendimento de que nós estamos em continuidade com o planeta e uns com os outros. Toda ação está conectada. Não existe ação individual.

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Como foi fazer as obras no Brasil?

Foi uma alegria o processo com a equipe daqui. O que me chamou mais atenção foi a determinação em trabalhar com o que está à mão. Lembro que Daniela Thomas [com quem Es trabalhou nas Olimpíadas] me ensinou a palavra para isso: “jeitinho”. E a atitude dos brasileiros para com o outro é muito particular, vocês são muito acolhedores.

Quais as diferenças em produzir para um palco e para uma galeria?

É sempre sobre intimidade e compartilhar uma observação sobre esse planeta — em escalas variadas. Se estou trabalhando em um estádio, preciso ajudar os artistas com quem eu colaboro a serem íntimos e transmitirem suas verdades em grande escala. É urgente atingir muitas pessoas, não temos muito tempo sobrando. Falar com uma pessoa é poderoso. Falar com 100 000 é mais ainda.

Publicado em VEJA São Paulo de 20 de março de 2026, edição nº 2987.

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