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SP prende 22 suspeitos de falsificação de bebidas alcoólicas

Oito pessoas foram detidas na capital e o restante no interior; principal fornecedor está entre eles

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
6 out 2025, 17h03 •
Casos de intoxicação por metanol deixa população em alerta
 (João Valério/Governo de SP/Divulgação)
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  • O governo estadual de São Paulo divulgou nesta segunda-feira (6) uma lista com os nomes e municípios dos presos por falsificação de bebidas alcoólicas.

    Foram vinte e duas pessoas detidas na última semana e 41 pessoas presas no ano. Segundo a gestão, entre eles está o principal fornecedor de insumo para a adulteração.

    Do total, a maior parte é do interior, sendo de Americana (2), Santo André (4), Jundiaí (4), Matão (2) e uma prisão em Jacareí. Na capital, oito pessoas foram detidas.

    Foram realizadas também 60 operações em bares, festas, distribuidoras e fábricas clandestinas, além de 11 interdições cautelares em estabelecimentos paulistas nos últimos dias.

    As principais linhas de investigação são: contaminação por metanol usado na limpeza de garrafas reaproveitadas; e uso de metanol para aumentar o volume de bebidas adulteradas. Até o momento, não foi identificada ligação entre os estabelecimentos flagrados com bebidas falsificadas, nem entre os presos.

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    O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que as prisões não possuem relação entre si e que as evidências não apontam relação dos casos com o crime organizado.

    A Secretaria de Estado da Saúde registrou 14 casos de intoxicação por metanol confirmados e outros 178 em investigação. Duas mortes em decorrência da contaminação também foram confirmadas, além de outras sete que estão sendo apuradas.

    Nesta segunda, o governo anunciou um conjunto de ações em conjunto com o setor de bebidas para mitigar a situação. O convênio com o setor privado deve contemplar o treinamento de agentes públicos e comerciantes para o combate à falsificações, campanhas de orientação para que o consumidor saiba identificar bebidas seguras e propostas legislativas voltadas ao endurecimento das regras sobre falsificação e comercialização irregular de produtos.

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    A gestão também enviou um pedido à Justiça para a destruição dos estoques apreendidos, como bebidas sem comprovação de procedência ou adulteradas, selos falsos e garrafas, para garantir a segurança do setor e da população.

    Confira os sintomas de intoxicação por metanol

    • alterações de comportamento;
    • sonolência;
    • incoordenação;
    • dor abdominal;
    • enjoo;
    • vômito;
    • dor de cabeça;
    • alterações visuais, como visão dupla, turvação visual, redução da acuidade visual e até cegueira;
    • em alguns casos, alterações hemodinâmicas, como queda da pressão arterial e aumento dos batimentos cardíacos.
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