Avatar do usuário logado
Usuário

Prisões de estupradores aumentam 60% no estado em 2022

Levantamento compara 5 primeiros meses com o mesmo período de 2019; houve aumento de casos em que abusador tem vínculo com a vítima

Por Hyndara Freitas 13 jul 2022, 15h37 | Atualizado em 5 jun 2026, 10h13
Imagem mostra punho cerrado focado. Ao fundo, criança olha para baixo, sentada em banco
Casos de estupro avançaram no estado (Alexas Fotos/Pixabay/Divulgação)
Continua após publicidade
Prisões de estupradores aumentam 60% no estado em 2022 Priorizar nos meus resultados Google

De janeiro a maio de 2022, foram presas 630 pessoas envolvidas em casos de estupro e estupro de vulnerável no estado de São Paulo, um número 60% maior em comparação ao mesmo período de 2019, ano pré pandemia da Covid-19, quando foram presos 393 acusados de cometer os delitos. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Somente em maio deste ano, foram 109 prisões.

+ Garoto morre ao encontrar arma do pai na cozinha e atirar na cabeça

As informações dos boletins de ocorrência analisados no período ainda mostram um aumento nos casos de estupro em que a vítima conhecia o criminoso: foram 53,1% a mais de casos em que havia um vínculo, e uma queda de 54,8% dos casos envolvendo desconhecidos.

A coordenadora das Delegacias da Mulher do estado, Jamila Jorge Ferrari, acredita que o aumento de prisões se dá por causa do aumento das denúncias, que possibilitam a ação das Polícias Militar e Civil. “A volta das aulas presenciais de alguma forma também ajuda neste sentido, porque crianças e adolescentes têm onde buscar ajuda e falar do que está acontecendo. Além disso, muitas dessas denúncias estão acontecendo porque as pessoas estão tendo consciência da importância de denunciar. Ao denunciar, a gente consegue saber do crime, é possível fazer prisão em flagrante, pedir a prisão preventiva”, avalia.

Jamila destaca a importância de campanhas de conscientização que explicam que o estupro pode ocorrer em qualquer lugar, desmistificando uma visão antiga de que o abuso ocorre apenas na rua, por desconhecidos. “Tem se falado muito nisso, e é preciso explicar que não é porque é seu marido que ele não comete estupro, ou as crianças, que muitas vezes são vítimas dos próprios parentes. Tem que denunciar porque isso não é normal, e quanto mais a gente denuncia, mais a gente consegue criar políticas públicas”, afirma.

É possível denunciar violência contra mulheres, inclusive de forma anônima, pelos canais Disque 100 e Disque 180.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Premium
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Premium

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês