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Especial Pinheiros: uma lista com endereços musicais de diferentes estilos

Direcionados a todos os gostos e gêneros, os espaços recebem artistas nacionais e internacionais

Por Juliene Moretti Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jun 2019, 06h00 • Atualizado em 5 set 2025, 10h24
Elba Ramalho. Foto – Ana Catarina Duarte 2.jpg
Casa Natura: o espaço recebe shows variados, como Elba Ramalho (Ana Catarina Duarte/Divulgação)
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  • Palco da música nacional

    Em dois anos de funcionamento, a Casa Natura Musical recebeu cerca de 100 000 pessoas em mais de 230 shows. Artistas brasileiros consagrados, como Lenine, Tom Zé, Gal Costa, Elba Ramalho e Erasmo Carlos, são o foco principal do espaço, que tem capacidade para 710 pessoas. A casa ainda abre as portas para a nova geração: fizeram festas por lá Àttooxxá, Afrocidade, Tássia Reis, Baco Exu do Blues e Johnny Hooker. Para o próximo mês estão agendadas apresentações de Toquinho, Letrux e Maria Rita.

    Carioca Clube
    Carioca Clube: sentados ou de pé, o espaço é palco para shows de diferentes estilos (WESLEY ANDRADE/Divulgação)

    Microfone eclético

    Aos 24 anos, o Carioca Club ferve com bandas brasileiras e internacionais de rock e metal — de Fresno a Cannibal Corpse, grupo americano de death metal —, dança ao som do funk, pagode e rap de Thiaguinho, Péricles, Jorge Aragão e Projota, e passa pela MPB, com Ana Cañas e As Bahias e a Cozinha Mineira. A casa também caiu no gosto da turma do Carnaval: às terças, recebe os ensaios do bloco Bangalafumenga. E, às quintas, promove festas de zouk.

    Casa dos artistas

    Inicialmente restaurante, o Bona instalou um palco em seu salão principal, com programação a cargo da cantora Manuela Fagundes. Joias da MPB como Maria Gadú, Ná Ozzetti e Luiz Tatit ocupam os microfones, e outros nomes dão as caras na plateia. O pianista César Camargo Mariano, por exemplo, já tocou ali com o filho, Marcelo Mariano, que fazia temporada por lá. Em agosto, o encontro é de Duda Brack com Chico Chico, filho de Cássia Eller. Os ingressos não costumam passar de 40 reais.

    Jazz nos Fundos
    O estilo musical também é palco para um restaurante no andar de cima: Jazz nos Fundos (JOSE DE HOLANDA/Divulgação)
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    Momento para o jazz

    Durante dez anos, o projeto Jazz nos Fundos organizava-se em eventos nos fundos de um estacionamento. Desde 2016 conseguiu espaço fixo atrás de uma portinha na Rua Cardeal Arcoverde, onde está o Centro Cultural de Música Instrumental. Quem passa por ela encontra um sobrado espaçoso de dois andares. Na parte de cima, fica o restaurante La Barceloneta. No térreo, de terça a sábado, ocorrem shows de jazz com nomes já consagrados da cena nacional e internacional, do naipe de Hamilton de Holanda, Azymuth, Camille Bertault e Toninho Horta.

    Traço de União
    Com rodas de samba e pagode, o Traço de União se mantém animado (Divulgação/Divulgação)

    Samba no pé

    Há quinze anos, o clima de Carnaval embala o Traço de União, independentemente da época do ano. As folias começam às quintas, quando a turma do bloco de rua Não Serve Mestre faz os seus ensaios. Nas noites de sexta, grupos de samba e artistas convidados divertem a plateia com samba no pé. Aos sábados, a festa começa mais cedo, com uma feijoada e música ao vivo. Nos intervalos, um DJ comanda o pickup com black music. A semana se encerra na domingueira.

    Discotecagens descoladas

    As festas no City Lights Hostel empolgaram os sócios, que decidiram fincar o pé na noite. Graças ao gosto pela música e pela cultura jamaicana, eles batizaram o espaço em homenagem à capital do país: Kingston Club. Às terças, a casa abre como bar. A partir das quartas, dá para estender a happy hour para a pista. A plateia descolada costuma dançar ao som de hip-hop, jazz, soul- funk, dub e reggae. KL Jay, Tahira e Nuts são alguns dos DJs que assumiram os pickups. Rua Álvaro Anes, 97, ☎ 2364-4231.

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    High Line Bar
    High Line Bar: espaço para discotecagem com rooftop (JOHNNIE MELLO/Divulgação)

    Pista eletrônica quente

    O grafite com uma representação dos Beatles assinado por Eduardo Kobra chama atenção no High Line. Quem chega cedo pode aproveitar o rooftop, enquanto beberica drinques e prova comidinhas. Às sextas e aos sábados, a pistinha no térreo abre as portas a partir da meia-noite e recebe uma turma bem-vestida a fim de paquera e das batidas eletrônicas do house. Aos sábados, os DJs começam a folia ainda no andar de cima, a partir das 16h. Não é raro ter domingueiras à tarde.

    canto-da-ema
    Dezenove anos no mesmo endereço: Canto da Ema (ALESSANDRA GERZOSCHKOWITZ/Divulgação)

    Forró tradicional

    Quem passeia pelo Largo da Batata pode notar a presença dos bailes de forró. O Canto da Ema, instalado na área há dezenove anos, é um dos espaços que conseguem reunir os mais variados públicos. De decoração simples, ganha pela programação artística: costumam surgir no palco Elba Ramalho, Falamansa, Chico César, Xaxado Novo, entre outros queridinhos do gênero.

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    Ponto clássico

    Ao longo das décadas de 80 e 90, o Aeroanta consolidou-se como um lendário reduto do rock em Pinheiros. Depois de ficar fechado por vários anos, o antigo espaço foi recuperado a partir de 2015 pelo empresário Facundo Guerra. Desde o ano passado o endereço, agora batizado de Z – Largo da Batata, vem passando por uma repaginada em sua programação musical, com a chegada de Fabrício Nobre, fundador do Festival Bananada, de Goiás. A agenda é ligada na cena alternativa contemporânea nacional, sem fechar as portas para artistas consagrados como DJ Marky, Os Mulheres Negras e Pin ups. A trilha é ampla, de hip-hop, trap, indie rock a música eletrônica. Das festas, têm prioridade as de música brasileira. Algumas desse segmento que passaram por lá são Primavera, Te Amo e Pardieiro. Avenida Brigadeiro Faria Lima, 724, ☎ 2936-0934.

    Publicado em VEJA SÃO PAULO de 26 de junho de 2019, edição nº 2640.

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