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Bem localizado, Perdizes tem lançamentos e poucos terrenos disponíveis

Preço do metro quadrado dos apartamentos vendidos no bairro chegou a 7.900 reais em 2010

Por Roberto Pellim
25 fev 2011, 16h06 • Atualizado em 29 dez 2016, 13h57
Perdizes 2206
Perdizes 2206 (Mario Rodrigues/)
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  • O sonho de muitos paulistanos é a realidade dos moradores de Perdizes, que dispõem de serviços e comércio em abundância, qualidade de vida e acesso fácil a outros bairros. Mas isso tem um preço, cada vez mais alto. O metro quadrado dos imóveis novos, que girava em torno de 5.200 reais em 2007, alcançou 7.900 reais no fim do ano passado, um aumento de 52%. Apenas entre 2009 e 2010, o salto foi de quase 40%. No mesmo período, o crescimento na cidade foi de 32%.

    Não existe nenhum lançamento no bairro com unidades sendo vendidas por menos de 500.000 reais. O valor sobe, o padrão também. De 2004 a 2010, foram entregues 842 apartamentos com dois quartos, 870 com três e 1.657 com quatro dormitórios. Nos últimos três anos, o tamanho médio foi de 138 metros quadrados, o que leva ao cálculo de que um apartamento recém-construído no distrito custa cerca de 1,1 milhão de reais. Mesmo assim, só 8% das “moradias zero” ainda não foram compradas — o índice da cidade é de 20% de estoque. “Hoje essa é uma área consolidada e nobre”, diz a diretora-geral de atendimento da Lopes Inteligência de Mercado, Mirella Parpinelle.

     

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    Dois fatores principais provocam essa inflação. O primeiro é o pacote completo que Perdizes oferece. “Tenho tudo perto”, afirma a psicoterapeuta Renata Martins Teixeira de Figueiredo, mãe de três filhos. Nascidos em Sorocaba, no interior do estado, Renata e o oftalmologista Eduardo Figueiredo mudaram-se há nove anos, logo após o casamento. “Eu e meu marido temos consultórios na região, conto com diversas opções de escola e levo as crianças ao Parque da Água Branca e à brinquedoteca da PUC. Eu me imagino velhinha, com cabelos brancos, morando aqui.”

     

    A localização é o outro diferencial. O distrito fica próximo do Pacaembu, da Avenida Paulista, da Marginal Tietê e do centro, contando com muitas alternativas de acesso. Essas características levam ao segundo fator que resulta em preços maiores: a falta de terrenos. “Quem mora nas casas não quer sair, e o bairro já teve muitos lançamentos no começo da década passada. Sobraram poucos locais para construir”, explica Mirella.

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    Mesmo assim, Perdizes vive uma situação curiosa: apesar de terem surgido quase 3.500 apartamentos novos entre 2000 e 2009, o número de moradores caiu em quase 4.000 pessoas no mesmo período. Isso ocorre porque as famílias estão menores. São 2,4 pessoas em média por domicílio, contra 3 na capital. A renda é alta, com quase 9.000 reais por domicílio. O bairro também tem mais solteiros sem filhos, entre 24 e 45 anos, do que o resto da cidade: 10,1% a 6,2%, segundo dados da Cognatis Geomarketing.

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    Um problema provocado pelo surgimento de mais edifícios é a falta de espaços para deixar o carro. Não há estacionamentos suficientes muitas vagas acabaram virando entrada da garagem de prédios. “Os flanelinhas cobram um absurdo”, conta Myrian de Carvalho Bayeux, educadora e dona da Escola Catavento, na Rua Caetés. Ela e as amigas Edda Sammarone e Adelia Morelli formam um trio que retrata o poder de atração do bairro. Myrian se mudou de Higienópolis há 27 anos, quando abriu o colégio. Adelia, sua sócia, saiu de Cerqueira César há quatro meses. E Edda, parceira delas na empreitada durante dezoito anos, nasceu e sempre morou perto da Rua Cardoso de Almeida. “Me encantei quando visitei a região pela primeira vez, há trinta anos, e fui transferindo minha vida para cá”, diz Adelia. “Perdizes ficou mais sofisticada”, afirma Edda. “Para que vou procurar outro lugar?”

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