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Irmãos distribuem livros em escolas e comunidades pobres do país

Maria e Mateus Foz Caltabiano criaram a lêComigo, que já doou 18 000 títulos infanto-juvenis

Por Sara Ferrari Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
6 out 2017, 06h00 • Atualizado em 6 out 2017, 06h00
“É gratificante poder dividir a minha paixão pela leitura.” Maria Caltabiano, ao lado do irmão Mateus (Leo Martins/Veja SP)
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  • Quando eram crianças, o estudante de engenharia Mateus Foz Caltabiano, de 19 anos, e sua irmã, Maria, 17, costumavam doar roupas e brinquedos a pessoas carentes, incentivados pelos pais. Em 2013, tiveram uma ideia diferente: arrecadar livros com amigos e conhecidos. A ação foi um sucesso. “Conseguimos 5 000 exemplares, que abarrotaram uma sala inteira de nossa casa”, conta o garoto.

    Para fazer a distribuição, os dois embarcaram, com a família, para o Maranhão. “Elegemos esse destino porque é o estado com um dos menores índices de desenvolvimento humano do país”, explica o rapaz. Eles pagaram a viagem com recursos próprios. Foram 37 dias de expedição, passando por comunidades quilombolas, aldeias indígenas e regiões ribeirinhas.

    Encantados com a experiência, os irmãos decidiram criar, em 2014, a lêComigo, organização sem fins lucrativos que fornece livros a bairros pobres e escolas públicas pelo Brasil. Boa parte das obras é arrecadada em eventos promovidos pela Organização da Sociedade Civil (OSC).

    Paulistano nota 10 lêcomigo
    “É gratificante poder dividir a minha paixão pela leitura”, diz Maria Caltabiano, ao lado do irmão, Mateus (Leo Martins/Veja SP)

    Em quase três anos de trabalho, foram distribuídos 18 000 títulos infanto-juvenis em estados como Amazonas e Tocantins. Cada local recebe um kit com cerca de 170 exemplares. A dupla faz a entrega pessoalmente, em geral durante as férias escolares, e paga do próprio bolso as despesas, incluindo transporte e estada. O valor pode chegar a 3 000 reais para cada um, dependendo da cidade escolhida.

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    “Nossa biblioteca era muito pobre”, conta Sheila Ferraz, 37, supervisora pedagógica de uma escola de Jacinto, em Minas Gerais. “Quando os alunos receberam o presente, foi uma festa.” Em São Paulo, dezenas de instituições estaduais de ensino, em bairros como penha, na Zona leste, e Capão Redondo, na Zona sul, já foram contempladas.

    Agora, os jovens planejam obter patrocinadores para ampliar o número de pessoas atendidas. “Sempre fui apaixonada pela leitura, e é gratificante poder dividir isso com quem tem menos recursos”, afirma Maria. “Essa trajetória me deixou muito mais
    comprometido com o meu país”, completa Mateus.

    LêComigo. www.lecomigo.org.br

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