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Orlando Silva registra B.O. após ataques racistas nas redes sociais 

No Twitter, o candidato à prefeitura de São Paulo disse que tem orgulho de ser negro e conhece o racismo "de sentir na pele"

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
4 nov 2020, 10h58 • Atualizado em 27 Maio 2024, 17h12
Orlando Silva, em sua residência, na Saúde: ajuda para “mães crecheiras” (Alexandre Battibugli/Veja SP)
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  • Candidato à prefeitura de São Paulo pelo PCdoB, o deputado federal Orlando Silva denunciou nesta terça-feira (3) ataques racistas que sofreu nas redes sociais. Ele registrou um Boletim de Ocorrência 26º Distrito Policial, no Sacomã, Zona Sul. 

    “Fui à Delegacia de Polícia para fazer representação criminal contra pessoas que têm feito ataques racistas a mim através das redes sociais. Como homem negro, tenho consciência do dever de não deixar o racismo impune”, disse o candidato no Twitter.

    Ele pediu a abertura de um inquérito policial com base no artigo 140 do Código Penal, referente ao crime de injúria. A pena prevista vai de um a três anos de prisão.

    Na mesma postagem em que diz ter feito o B. O., Orlando posta prints das ofensas feitas a ele. “Rico em melanina”, “negro de ‘alma branca’ com tudo de ruim”, “não entre na minha casa no horário político” e “Volta para suas origens, coisa feia dos infernos” foram alguns dos ataques direcionados ao deputado.. 

    Ainda no Twitter, o candidato disse que “é inaceitável que o esgoto das redes sociais dê vazão ao ódio e ao mais abjeto dos sentimentos”.  “Conheço o racismo de sentir na pele. Tenho orgulho de ser negro e não permitirei que tentem me subjugar”, relata. 

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    Orlando Silva concluiu sua publicação relembrando que em novembro é celebrado a Consciência Negra. “Estamos no mês da Consciência Negra. Mais do que nunca, não deixaremos nenhum ataque racista impune. Eles vão ter que pagar! Racismo não é mi-mi-mi, é CRIME!”.

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