Operação prende seis PMs por extorsão a comerciantes do Brás, em SP

Outro policial militar e uma civil estão com mandados de busca decretados e estão foragidos

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
16 dez 2024, 15h56
Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo
Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo (Governo de SP/Divulgação/Divulgação)
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As polícias Militar e Civil, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, realizaram na manhã desta segunda-feira (16) uma operação para desarticular um grupo que extorquia comerciantes na região do Brás, em São Paulo. Entre os presos estão cinco policiais militares. Um sexto PM e uma policial civil também tiveram mandado de prisão preventiva decretado e estão foragidos.

No total, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão. Ao menos oito empresas e 21 pessoas tiveram sigilos bancário e fiscal quebrados.

As investigações começaram em março deste ano, após ambulantes procurarem a Corregedoria da PM para denunciar que estavam sendo extorquidos por policiais militares.

“Assim que recebemos o relato gravíssimo das vítimas instauramos um inquérito para apurar as denúncias. Foi realizado um trabalho intenso que comprovou as práticas. Pedimos a quebra dos sigilo dos polícias e conseguimos as todas as provas para em embasar o inquérito”, explica o coronel Fábio Sérgio do Amaral, corregedor da PM, em entrevista coletiva realizada para falar da operação.

Segundo as investigações, a quadrilha cobrava uma taxa anual para permitir que comerciantes se instalassem na região, além de uma mensalidade para que eles continuassem no local, de acordo com a agência de notícias do governo do estado.

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Além disso, eles atuavam para cobrar dívidas que os ambulantes contraíam com agiotas justamente para fazer o pagamento da propina.

Na casa de um dos presos, que atuava como agiota, foram apreendidos R$ 145 mil em dinheiro, além de documentos e planilhas.

Até o momento foram identificadas quatro vítimas, mas a polícia disse acreditar que o esquema criminoso afetasse vários comerciantes, que não denunciavam a situação por medo.

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